Funções, limites e continuidade

Domínio, inversas, radianos, limites laterais, indeterminações e continuidade antes de derivar.

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Domínio e composição

Em f(x)=x−2/(x−3)f(x)=\sqrt{x-2}/(x-3), a raiz exige x≥2x\ge2 e o denominador exige x≠3x\ne3. Podemos calcular f(2)=0f(2)=0 e f(4)=2f(4)=\sqrt2, mas não f(1)f(1) nem f(3)f(3) no conjunto dos reais. O domínio é [2,3[∪]3,+∞[[2,3[\cup]3,+\infty[.

Uma função f:D→Rf:D\to\mathbb R atribui a cada xx do domínio DD um único valor f(x)f(x). A imagem é o conjunto dos valores realmente atingidos. Para encontrar o domínio de uma expressão real, impõe todas as condições ao mesmo tempo:

  • Um denominador não pode ser zero.
  • Uma raiz de índice par exige radicando não negativo.
  • Um logaritmo exige argumento positivo.
  • Numa composição f(g(x))f(g(x)), xx deve pertencer ao domínio de gg e g(x)g(x) ao domínio de ff.

Por exemplo, em f(x)=ln⁡(x−1)/4−xf(x)=\ln(x-1)/\sqrt{4-x}, o logaritmo exige x>1x>1 e a raiz no denominador exige x<4x<4. O domínio é ]1,4[]1,4[. Não podemos testar limites pela esquerda de 11 dentro deste domínio.

Se ff for injetiva, valores diferentes de entrada dão valores diferentes de saída. A inversa f−1f^{-1} desfaz a aplicação de ff e tem como domínio a imagem de ff. O símbolo f−1f^{-1} não significa 1/f1/f.

Por exemplo, f(x)=x2f(x)=x^2 com x≥0x\ge0 é estritamente crescente, logo injetiva, com imagem [0,+∞[[0,+\infty[. Para y≥0y\ge0, y=x2y=x^2 dá x=yx=\sqrt y. A inversa é g(y)=yg(y)=\sqrt y, com domínio [0,+∞[[0,+\infty[. Confere: g(f(x))=xg(f(x))=x para x≥0x\ge0 e f(g(y))=yf(g(y))=y para y≥0y\ge0. Sem a restrição do domínio, x2x^2 não teria inversa.

Trigonometria e funções inversas

Nos cálculos diferenciais usamos radianos, e uma volta mede 2π2\pi radianos. O ponto da circunferência unitária correspondente ao ângulo xx é (cos⁡x,sin⁡x)(\cos x,\sin x), por isso

sin⁡2x+cos⁡2x=1,tan⁡x=sin⁡xcos⁡x.\sin^2x+\cos^2x=1,\qquad \tan x=\frac{\sin x}{\cos x}.

A tangente só existe quando cos⁡x≠0\cos x\ne0. Também usamos cot⁡x=cos⁡x/sin⁡x\cot x=\cos x/\sin x, sec⁡x=1/cos⁡x\sec x=1/\cos x e csc⁡x=1/sin⁡x\csc x=1/\sin x, nos domínios em que os denominadores não se anulam.

As funções trigonométricas não são injetivas em todo o domínio. Para definir as inversas escolhemos uma restrição:

InversaDomínioValores da inversa
arcsin⁡x\arcsin x[−1,1][-1,1][−π/2,π/2][-\pi/2,\pi/2]
arccos⁡x\arccos x[−1,1][-1,1][0,π][0,\pi]
arctan⁡x\arctan xR\mathbb R]−π/2,π/2[]-\pi/2,\pi/2[
arccot⁡x\operatorname{arccot}xR\mathbb R]0,π[]0,\pi[

Para arco-secante e arco-cossecante, com ∣x∣≥1|x|\ge1, usamos arcsec⁡x=arccos⁡(1/x)\operatorname{arcsec}x=\arccos(1/x) e arccsc⁡x=arcsin⁡(1/x)\operatorname{arccsc}x=\arcsin(1/x). Os intervalos de valores são [0,π]∖{π/2}[0,\pi]\setminus\{\pi/2\} e [−π/2,π/2]∖{0}[-\pi/2,\pi/2]\setminus\{0\}, respetivamente.

Adotamos arccot⁡x=π/2−arctan⁡x\operatorname{arccot}x=\pi/2-\arctan x. Assim, arcsin⁡(sin⁡x)=x\arcsin(\sin x)=x apenas no intervalo principal. Por exemplo, arcsin⁡(sin⁡(3π/4))=π/4\arcsin(\sin(3\pi/4))=\pi/4, porque o arco-seno devolve um valor entre −π/2-\pi/2 e π/2\pi/2.

As identidades sin⁡(2x)=2sin⁡xcos⁡x\sin(2x)=2\sin x\cos x e cos⁡(2x)=1−2sin⁡2x=2cos⁡2x−1\cos(2x)=1-2\sin^2x=2\cos^2x-1 vão permitir simplificar integrais. Lembra também que ln⁡(ab)=ln⁡a+ln⁡b\ln(ab)=\ln a+\ln b exige a,b>0a,b>0 e que ln⁡(a+b)\ln(a+b) não se separa.

Gráficos transformados

A partir do gráfico de ff, somar kk desloca-o kk unidades na vertical. Por exemplo, f(x)+2f(x)+2 sobe dois. Na horizontal, f(x−h)f(x-h) desloca hh unidades para a direita: x−2\sqrt{x-2} é a raiz deslocada duas unidades para a direita, com domínio [2,+∞[[2,+\infty[.

Multiplicar por a>1a>1 estica o gráfico; por 0<a<10<a<1 comprime-o. O sinal menos em f(−x)f(-x) espelha o gráfico no eixo vertical.

O que significa um limite

Escrever lim⁡x→af(x)=L\lim_{x\to a}f(x)=L diz que os valores de f(x)f(x) ficam tão perto de LL quanto quisermos quando xx está suficientemente perto de aa, com x≠ax\ne a. O valor f(a)f(a) pode ser diferente ou nem existir.

Isto só faz sentido se aa puder ser aproximado por pontos do domínio diferentes dele. Se aa estiver isolado no domínio, não lhe atribuímos limite por esta definição.

Precisamente, para todo ε>0\varepsilon>0 existe δ>0\delta>0 tal que, para todo xx no domínio,

0<∣x−a∣<δ⟹∣f(x)−L∣<ε.0<|x-a|<\delta\quad\Longrightarrow\quad |f(x)-L|<\varepsilon.

Exemplo: provar que lim⁡x→2(3x+1)=7\lim_{x\to2}(3x+1)=7. Queremos que a distância entre 3x+13x+1 e 77 seja menor do que um ε>0\varepsilon>0 arbitrário. Simplificando essa distância,

∣(3x+1)−7∣=∣3x−6∣=3∣x−2∣.|(3x+1)-7|=|3x-6|=3|x-2|.

Assim, precisamos de ∣x−2∣<ε/3|x-2|<\varepsilon/3. Dado qualquer ε>0\varepsilon>0, escolhemos δ=ε/3>0\delta=\varepsilon/3>0. Para todo x∈Rx\in\mathbb R tal que 0<∣x−2∣<δ0<|x-2|<\delta, temos

∣(3x+1)−7∣=3∣x−2∣<3δ=ε.|(3x+1)-7|=3|x-2|<3\delta=\varepsilon.

A escolha de δ\delta depende de ε\varepsilon, não de xx, e funciona para todos os pontos dessa vizinhança. Isto prova o limite pela definição.

Numa função não linear, pode sobrar um fator que ainda depende de xx. Para provar x2→4x^2\to4 quando x→2x\to2, fatoramos ∣x2−4∣=∣x−2∣∣x+2∣|x^2-4|=|x-2||x+2|. O segundo fator varia com xx, por isso limitamo-lo primeiro numa vizinhança fixa.

Se impusermos ∣x−2∣<1|x-2|<1, temos 1<x<31<x<3 e ∣x+2∣<5|x+2|<5. Escolhemos então

δ=min⁡{1,ε/5}.\delta=\min\{1,\varepsilon/5\}.

A primeira condição garante ∣x+2∣<5|x+2|<5; a segunda garante ∣x−2∣<ε/5|x-2|<\varepsilon/5. Logo ∣x2−4∣<5∣x−2∣<ε|x^2-4|<5|x-2|<\varepsilon. Não podemos escolher δ\delta em função do próprio xx: o mesmo δ\delta tem de servir para todos os pontos da vizinhança.

O limite pela esquerda usa x<ax<a; o limite pela direita usa x>ax>a. Se há domínio dos dois lados, o limite existe e é finito se e só se ambos os limites laterais existem e são iguais. Para f(x)=∣x∣/xf(x)=|x|/x, os limites em zero são −1-1 e 11. O limite bilateral não existe.

Um limite infinito descreve crescimento sem limite, não um número para substituir numa conta. Por exemplo, 1/x2→+∞1/x^2\to+\infty quando x→0x\to0, mas 1/x1/x tende para −∞-\infty pela esquerda e +∞+\infty pela direita.

Calcular sem L’Hôpital

Se a função é contínua no ponto e a expressão continua definida depois da substituição, substitui diretamente. Nas formas 0/00/0, procura primeiro fatorização ou racionalização.

Para x≠2x\ne2,

x2−4x−2=(x−2)(x+2)x−2=x+2.\frac{x^2-4}{x-2}=\frac{(x-2)(x+2)}{x-2}=x+2.

Logo o limite em 22 é 44, embora a expressão inicial não esteja definida em 22. Cancelar o fator permite estudar a vizinhança, não acrescenta o ponto ao domínio original.

Com raízes, o conjugado elimina a subtração:

1+x−1x=(1+x−1)(1+x+1)x(1+x+1).\frac{\sqrt{1+x}-1}{x} =\frac{(\sqrt{1+x}-1)(\sqrt{1+x}+1)}{x(\sqrt{1+x}+1)}.

O produto no numerador é (1+x)−1=x(1+x)-1=x. Para x≠0x\ne0, cancelamos esse fator e o limite é 1/21/2, porque a expressão final é contínua em zero:

xx(1+x+1)=11+x+1.\frac{x}{x(\sqrt{1+x}+1)}=\frac1{\sqrt{1+x}+1}.

No infinito, divide pelo termo dominante. Por exemplo,

lim⁡x→+∞3x2−x+12x2+4=32.\lim_{x\to+\infty}\frac{3x^2-x+1}{2x^2+4}=\frac32.

Se g(x)≤f(x)≤h(x)g(x)\le f(x)\le h(x) perto de aa e g,h→Lg,h\to L, o teorema do confronto dá f→Lf\to L. Como ∣xsin⁡(1/x)∣≤∣x∣|x\sin(1/x)|\le|x|, temos xsin⁡(1/x)→0x\sin(1/x)\to0.

Os limites fundamentais, com ângulos em radianos, são

lim⁡x→0sin⁡xx=1,lim⁡x→0ex−1x=1,lim⁡x→0ln⁡(1+x)x=1.\lim_{x\to0}\frac{\sin x}{x}=1,\quad \lim_{x\to0}\frac{e^x-1}{x}=1,\quad \lim_{x\to0}\frac{\ln(1+x)}x=1.

Por mudança de variável, sin⁡(3x)/x=3sin⁡(3x)/(3x)→3\sin(3x)/x=3\sin(3x)/(3x)\to3. A forma 0/00/0 apenas indica que ainda falta trabalhar. Não tem valor igual a zero.

Continuidade

Uma função é contínua em aa quando aa pertence ao domínio e lim⁡x→af(x)=f(a)\lim_{x\to a}f(x)=f(a). Num extremo do domínio, usamos o limite do lado disponível. Polinómios são contínuos em R\mathbb R; racionais, exponenciais, logaritmos e funções trigonométricas são contínuos nos seus domínios.

Para tornar contínua a função

f(x)={(x2−4)/(x−2),x≠2,k,x=2,f(x)=\begin{cases}(x^2-4)/(x-2),&x\ne2,\\k,&x=2,\end{cases}

calculamos primeiro o limite, que é 44, e escolhemos k=4k=4.

Se ff é contínua em [a,b][a,b], atinge máximo e mínimo nesse intervalo, pelo teorema de Weierstrass. Também atinge todos os valores entre f(a)f(a) e f(b)f(b), pelo teorema do valor intermédio. Assim, x3+x−1x^3+x-1 tem uma raiz em ]0,1[]0,1[, pois os valores nos extremos são −1-1 e 11. O teorema garante existência; a unicidade exige outro argumento, que veremos com a derivada.

Exercícios

Combinar as condições do domínio

Qual é o domínio real de f(x)=ln⁡(x+2)/9−x2f(x)=\ln(x+2)/\sqrt{9-x^2}?

A tua resposta

Pista

Escreve uma condição para cada operação antes de juntar os intervalos.

Mais uma pista

A raiz está no denominador. O radicando tem de ser estritamente positivo.

Solução

Precisamos de x+2>0x+2>0 e 9−x2>09-x^2>0. A primeira condição dá x>−2x>-2 e a segunda −3<x<3-3<x<3. Ambas se verificam em ]−2,3[]-2,3[.

  • ]-2,3[. O logaritmo exige x>-2; a raiz no denominador exige -3<x<3. A interseção é ]-2,3[.
  • [-2,3[. Em x=-2, o argumento do logaritmo é zero. O logaritmo não existe aí.
  • ]-3,3[. Este intervalo trata a raiz, mas inclui valores com x+2 não positivo.
  • ]-2,3]. Em x=3, o denominador é zero. Esse extremo deve ficar excluído.

Erros frequentes

O domínio é a interseção das condições. Uma raiz pode valer zero, mas um denominador não pode.

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Um limite com uma raiz

Calcula lim⁡x→0(9+x−3)/x\lim_{x\to0}(\sqrt{9+x}-3)/x por racionalização. Introduz o valor decimal com seis casas.

Pista

A substituição dá 0/00/0. Multiplica pelo conjugado do numerador.

Mais uma pista

O produto (9+x−3)(9+x+3)(\sqrt{9+x}-3)(\sqrt{9+x}+3) é xx.

Solução

Para x≠0x\ne0 perto de zero,

9+x−3x=19+x+3.\frac{\sqrt{9+x}-3}{x}=\frac1{\sqrt{9+x}+3}.

A nova expressão é contínua em zero e vale 1/61/6, aproximadamente 0,1666670{,}166667. Cancelámos o fator para calcular o limite; a expressão original continua indefinida em zero.

Erros frequentes

Não substituas a indeterminação por zero. Depois de multiplicar pelo conjugado, conserva o fator 9+x+3\sqrt{9+x}+3 no denominador.

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Domínio, imagem e composição da inversa

Seja f(x)=x−2f(x)=\sqrt{x-2}. Determina o domínio real, a imagem e a inversa gg. Verifica as duas composições nos respetivos domínios. Se usares a mesma expressão de gg para y<0y<0, a igualdade f(g(y))=yf(g(y))=y continua válida?

Pista

Depois de isolar xx, conserva a condição sobre o sinal de yy. Ao verificar a composição, lembra que y2=∣y∣\sqrt{y^2}=|y|.

Solução

A raiz exige x≥2x\ge2 e só produz valores não negativos. Todos os y≥0y\ge0 são atingidos, pois x=y2+2x=y^2+2 pertence ao domínio e f(x)=yf(x)=y. Logo o domínio é [2,+∞[[2,+\infty[ e a imagem é [0,+∞[[0,+\infty[.

Como a raiz é estritamente crescente, ff é injetiva. Resolver y=x−2y=\sqrt{x-2} dá g(y)=y2+2g(y)=y^2+2, com y≥0y\ge0. Para x≥2x\ge2, g(f(x))=(x−2)2+2=xg(f(x))=(\sqrt{x-2})^2+2=x. Para y≥0y\ge0, f(g(y))=y2=yf(g(y))=\sqrt{y^2}=y.

Se prolongarmos a fórmula de gg aos negativos, f(g(y))=∣y∣≠yf(g(y))=|y|\ne y para y<0y<0. Por exemplo, g(−1)=3g(-1)=3, mas f(3)=1f(3)=1. A restrição ao domínio da inversa é parte da resposta.

Confere a tua resposta:

  • Indiquei domínio [2,+∞[ e imagem [0,+∞[ de f.
  • Obtive g(y)=y²+2 para y≥0 e verifiquei as duas composições.
  • Mostrei por que prolongar g aos negativos não dá uma inversa em todo o real.
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Escolher o valor que fecha uma colagem

Escolhe kk para que ff seja contínua em 11:

f(x)={x+1,x<1,k,x=1,3−x,x>1.f(x)=\begin{cases}x+1,&x<1,\\k,&x=1,\\3-x,&x>1.\end{cases}

Pista

Calcula separadamente os dois limites laterais.

Mais uma pista

O valor no ponto deve coincidir com ambos os limites.

Solução

Pela esquerda, x+1→2x+1\to2. Pela direita, 3−x→23-x\to2. O limite bilateral existe e vale 22. A continuidade exige f(1)=2f(1)=2, portanto k=2k=2.

Erros frequentes

Se os limites laterais fossem diferentes, nenhuma escolha de kk tornaria a função contínua. Alterar um ponto não altera esses limites.

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Provar um limite com uma cota local

Prova que lim⁡x→3x2=9\lim_{x\to3}x^2=9 pela definição com ε\varepsilon e δ\delta. Um aluno propõe δ=ε/∣x+3∣\delta=\varepsilon/|x+3|. Explica por que esta escolha não é uma justificação válida e constrói uma escolha que dependa apenas de ε\varepsilon.

Pista

Fatora a diferença. Primeiro restringe xx a uma vizinhança fixa de 33 para obter uma cota do fator que ainda depende de xx.

Solução

Temos ∣x2−9∣=∣x−3∣∣x+3∣|x^2-9|=|x-3||x+3|. A proposta do aluno depende do ponto xx, mas a definição exige escolher uma única vizinhança que funcione para todos os seus pontos. Precisamos de limitar ∣x+3∣|x+3| antes dessa escolha.

Dado ε>0\varepsilon>0, toma δ=min⁡{1,ε/7}>0\delta=\min\{1,\varepsilon/7\}>0. Se 0<∣x−3∣<δ0<|x-3|<\delta, então ∣x−3∣<1|x-3|<1, portanto 2<x<42<x<4 e ∣x+3∣<7|x+3|<7. Assim,

∣x2−9∣=∣x−3∣∣x+3∣<7∣x−3∣<7δ≤ε.|x^2-9|=|x-3||x+3|<7|x-3|<7\delta\le\varepsilon.

O limite está provado. A condição δ≤1\delta\le1 controla o segundo fator; δ≤ε/7\delta\le\varepsilon/7 controla o erro. O mínimo garante as duas condições ao mesmo tempo, para qualquer ε>0\varepsilon>0.

Confere a tua resposta:

  • Fatorei |x²−9|=|x−3||x+3| e limitei o segundo fator.
  • Para ε>0 arbitrário, escolhi δ=min(1,ε/7), ou outra escolha positiva suficiente.
  • Provei a desigualdade para todos os x com 0<|x−3|<δ, sem escolher δ em função de x.
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