Volumes de revolução e coordenadas polares
Secções transversais, discos, arandelas, cascas e áreas polares sem contar regiões duas vezes.
Secções transversais, discos e arandelas
Para calcular um volume, corta o sólido em fatias e identifica a área de cada corte. Uma secção perpendicular ao eixo de rotação pode ter um furo, que tem de ser retirado antes de somar os volumes.
Se é a área da secção perpendicular ao eixo , o volume é
Uma pirâmide de altura com base quadrada de lado tem, à distância da base, secções quadradas de lado . Assim,
Num sólido de revolução, uma secção perpendicular ao eixo é um disco de raio ou uma arandela com raio exterior e interior . A área é ou , com .
Eixo de rotação deslocado
Considera a região entre e , , rodada em torno de . O eixo está acima da região, por isso o raio exterior é a distância à curva mais baixa, , e o raio interior é .
Na animação, segue a faixa em : ao rodar, ocupa os raios entre e e deixa um furo no centro, ou seja, cada valor de dá uma arandela com os seus próprios raios.
Não foi possível carregar a animação. Abre o vídeo ou acompanha a descrição abaixo.
A função é par. Dobrando o integral em ,
“Curva de cima” não significa sempre “raio exterior”. A distância ao eixo decide. Se o eixo atravessa uma faixa da região, a rotação dessa faixa pode dar um disco cheio; não uses automaticamente a diferença de dois quadrados.
Quando o eixo atravessa a região
Se uma faixa vertical vai de a e contém o eixo , a sua rotação dá um disco cheio. Todos os raios desde zero até à extremidade mais distante ficam ocupados:
Não há um disco interior para subtrair. Se a extremidade mais distante muda ao longo de , divide o integral onde as duas distâncias se igualam.
Por exemplo, roda a região , em torno de . Cada faixa atravessa o eixo e o raio exterior é , porque . Portanto
Subtrair daria o volume de uma arandela com um furo de raio . Esse furo não existe: a parte da faixa entre zero e já preenche todo o disco. Somar separadamente os volumes das partes acima e abaixo do eixo também contaria duas vezes a região de raio até .
Cascas cilíndricas
Quando a faixa é paralela ao eixo de rotação, rodá-la gera uma casca: uma parede cilíndrica de raio , altura e espessura pequena. O seu volume aproximado é circunferência vezes altura vezes espessura, . Somando as cascas sem sobreposição,
com igual à distância ao eixo. Para eixo vertical , . As faixas devem ficar num lado do eixo ou ser escolhidas de forma a não contar o mesmo raio duas vezes.
A região entre e , , rodada em torno do eixo , tem e :
Por arandelas, usa faixas horizontais. Para , a região vai de a , portanto
Os dois métodos descrevem o mesmo sólido. Escolhe o que evita inversões e divisões em demasiados intervalos.
Coordenadas polares
Um ponto polar corresponde a
A representação não é única: e representam o mesmo ponto; é equivalente a . Um raio negativo coloca o ponto no sentido oposto ao indicado pelo ângulo.
Para desenhar , procura zeros, simetrias e valores em ângulos simples. A equação dá , ou seja . É a circunferência de centro e raio .
Áreas em coordenadas polares
Um setor de raio e ângulo tem área . Para uma curva que descreve a fronteira uma única vez entre e ,
Para a circunferência , escolhe : aqui e a curva é percorrida uma vez, com área .
De a , percorrerias a curva duas vezes e obterias o dobro: o quadrado de elimina o sinal mas não corrige uma parametrização repetida.
Para a cardioide , um percurso completo é :
Entre duas curvas com nos mesmos ângulos,
Resolve as interseções e confirma qual a curva exterior em cada intervalo. Duas curvas também podem encontrar-se na origem com valores diferentes de .
Interseção de regiões polares
A interseção dos discos e não é a diferença das áreas. No primeiro disco, usamos , onde . Os encontros estão em , porque .
Para pertencer aos dois discos, o ponto tem de respeitar o menor dos dois raios. Se , a fronteira é ; nos restantes ângulos do intervalo, é . No desenho, segue os raios até aos pontos marcados e compara as duas partes da fronteira sombreada.
A simetria em relação ao eixo horizontal permite dobrar a metade superior. Esse fator cancela o da fórmula polar:
A primeira parcela vale . Na segunda, , por isso
O valor é . Somando,
A área é menor do que , a área de cada disco, como exige a inclusão da interseção em ambos.
