Testes de hipóteses
Hipóteses sobre parâmetros, estatísticas de teste, caudas, valor-p e ligação aos intervalos.
Hipóteses e estatística
- e referem-se ao parâmetro populacional. Para , escolhe antes dos dados , ou . Numa nula unilateral composta, a calibração habitual usa a fronteira .
Para observações i.i.d. normais, sob a nula:
- Uma população não normal com amostra grande pode permitir aproximação normal. Pequenas amostras exigem a normalidade adequada e atenção a extremos. O sinal da estatística indica a direção da diferença.
Valor-p e decisão
- O valor-p é a probabilidade, sob , de resultados pelo menos tão extremos como o observado no sentido da alternativa.
- Os quantis e deixam área à direita na normal padrão e na t com graus de liberdade, respetivamente. Para referência contínua simétrica de acumulada G e valor observado t:
| Alternativa | Valor-p | Região crítica t |
|---|---|---|
| Bilateral | ||
| À direita | ||
| À esquerda |
-
Rejeita se , com previamente fixado. O valor-p não é a probabilidade de ser verdadeira ou de a decisão estar errada.
-
Para , , e , sob normalidade, com 15 graus. O valor-p bilateral é cerca de 0,0090; à esquerda, 0,0045; à direita, 0,9955. Uma diferença negativa não apoia um aumento.
- Com dados, modelo e alternativa fixos, mudar não muda p. No teste t bilateral com graus fixos, p diminui quando aumenta, não quando t simplesmente aumenta. Passar de −3 para −1 aproxima da nula e aumenta p.
Conclusão e intervalo
- Não rejeitar significa evidência insuficiente, sem demonstrar igualdade. Uma amostra pouco precisa pode não detetar diferenças relevantes.
- Reporta estimativa, unidades e incerteza. Significância estatística não mede relevância prática nem demonstra causalidade.
- Num teste bilateral e IC compatível do mesmo modelo, rejeitar a corresponde ao valor nulo fora do IC de . Não combines automaticamente um teste unilateral com um IC bilateral, nem métodos diferentes para proporções.