Derivada e tangente
A derivada num ponto interior a é o limite finito
f′(a)=h→0limhf(a+h)−f(a).
- A tangente é y−f(a)=f′(a)(x−a).
- Derivabilidade implica continuidade. O recíproco falha: ∣x∣ é contínua em zero, mas as derivadas laterais são −1 e 1.
- Uma tangente vertical não corresponde a uma derivada real finita.
Em f(x)=x2, o declive da secante em a=1 é 2+h, que tende para 2.
Regras de cálculo
Para u,v deriváveis e c constante,
(cu)′=cu′,(u+v)′=u′+v′,(uv)′=u′v+uv′,(vu)′=v2u′v−uv′(v=0).
| Função | Derivada | Condição |
|---|
| xα | αxα−1 | x>0 para expoente real geral |
| ex, ax | ex, axlna | a>0 |
| ln∣x∣ | 1/x | x=0 |
| sinx, cosx | cosx, −sinx | Radianos |
| tanx, cotx | sec2x, −csc2x | Onde definidas |
| arcsinx, arccosx | ±1/1−x2 | ∣x∣<1, sinal negativo no arco-cosseno |
| arctanx, arccotx | ±1/(1+x2) | Sinal negativo na arco-cotangente |
Cadeia, implícitas e inversas
- Cadeia: (u∘v)′=u′(v)v′. Por exemplo, (sin(x2))′=2xcos(x2).
- Na derivação implícita, trata y como função de x. De x2+y2=25 resulta 2x+2yy′=0, logo y′=−x/y se y=0.
- Se f é contínua e estritamente monótona num intervalo, derivável em a e f′(a)=0, então (f−1)′(f(a))=1/f′(a).
Para f(x)=x+x3, f(1)=2 e f′(1)=4, logo (f−1)′(2)=1/4.
Segunda derivada da composição
Para y=f(u(x)), com u duas vezes derivável e f duas vezes derivável num intervalo que contém a imagem de u,
y′′=f′′(u)(u′)2+f′(u)u′′.
Deriva o produto f′(u)u′; não multipliques apenas as segundas derivadas. Para sin(x2), resulta −4x2sin(x2)+2cos(x2).
Expoente variável
Para u>0, deriva ln(uv)=vlnu:
(uv)′=uv(v′lnu+vuu′).
Por exemplo, (xx)′=xx(lnx+1) em x>0. A regra da potência com expoente constante não se aplica.
Derivadas restantes e condições dos ramos.