Exercícios MT2

Limpar todos os resolvidos?

Quantificadores e tradução

Tradução de prémio para nota 20 a AMATEscolha múltipla

Teste 2, 2019/20

Numa situação sobre prémios de alunos, usam-se os predicados (além da identidade ==):

  • Aluno(x,y)Aluno(x, y): a pessoa xx é aluna do departamento yy;
  • RecebePremio(x,y)RecebePremio(x, y): a pessoa xx recebe como prémio o objeto yy;
  • Nota(x,y,z)Nota(x, y, z): a pessoa xx teve nota yy na cadeira zz;
  • Proprietario(x,y)Proprietario(x, y): a pessoa xx é dona do objeto yy.

Factos da situação: quem tem nota 20 a Álgebra (ALG) ou a Análise Matemática (AMAT) recebe uma calculadora XPTO; quem tem 20 às duas recebe um portátil ZUPT. Estão inscritos 70 alunos em ALG e 50 em AMAT. A Isabel e o João são alunos do DEI e não tiveram 20 nem a ALG nem a AMAT, mas já têm cada um a sua calculadora XPTO. O Carlos, aluno do DEQ, teve 20 às duas cadeiras.

Qual das seguintes frases em linguagem natural traduz fielmente a fórmula ∀x [ (Aluno(x,dei)∧Nota(x,20,amat))→∃y RecebePremio(x,y) ]\forall x\, [\,(Aluno(x, dei) \wedge Nota(x, 20, amat)) \to \exists y\, RecebePremio(x, y)\,]?

A tua resposta

Solução

A tradução correta é: todos os alunos do DEI que tiveram 20 a AMAT recebem um prémio.

A estrutura ∀x (A(x)→∃y B(x,y))\forall x\,(A(x) \to \exists y\, B(x,y)) lê-se "para todo o xx que satisfaz AA, existe um yy tal que BB". Aqui A(x)A(x) é "xx é aluno do DEI com nota 20 a AMAT" e B(x,y)B(x,y) é "xx recebe o prémio yy".

  • Todos os alunos do DEI que tiveram 20 a AMAT recebem um prémio. O universal percorre os alunos do DEI com nota 20 a AMAT e a implicação garante a existência de um prémio para cada um deles.
  • Só os alunos do DEI que tiveram 20 a AMAT recebem um prémio. A fórmula não exclui que outros alunos recebam prémios; apenas garante o prémio aos do DEI com 20 a AMAT.
  • Pelo menos um aluno do DEI que teve 20 a AMAT recebeu um prémio. A fórmula exige o prémio para todos esses alunos, não apenas para um.
  • Quem teve 20 a AMAT recebe um prémio, seja ou não do DEI. A fórmula restringe a garantia aos alunos do DEI; não afirma nada sobre os restantes.
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Tradução de prémios apenas no DEIEscolha múltipla

Teste 2, 2019/20

Numa situação sobre prémios de alunos, usam-se os predicados (além da identidade ==):

  • Aluno(x,y)Aluno(x, y): a pessoa xx é aluna do departamento yy;
  • RecebePremio(x,y)RecebePremio(x, y): a pessoa xx recebe como prémio o objeto yy;
  • Nota(x,y,z)Nota(x, y, z): a pessoa xx teve nota yy na cadeira zz;
  • Proprietario(x,y)Proprietario(x, y): a pessoa xx é dona do objeto yy.

Factos da situação: quem tem nota 20 a Álgebra (ALG) ou a Análise Matemática (AMAT) recebe uma calculadora XPTO; quem tem 20 às duas recebe um portátil ZUPT. Estão inscritos 70 alunos em ALG e 50 em AMAT. A Isabel e o João são alunos do DEI e não tiveram 20 nem a ALG nem a AMAT, mas já têm cada um a sua calculadora XPTO. O Carlos, aluno do DEQ, teve 20 às duas cadeiras.

Qual das seguintes frases em linguagem natural traduz fielmente a fórmula ∀x ∀y [ ¬Aluno(x,y)∨¬∃z RecebePremio(x,z)∨y=dei ]\forall x\,\forall y\, [\, \neg Aluno(x, y) \vee \neg \exists z\, RecebePremio(x, z) \vee y = dei \,]?

A tua resposta

Solução

A tradução correta é: todos os alunos que recebem pelo menos um prémio são do DEI.

Por equivalência, ¬A∨¬B∨C\neg A \vee \neg B \vee C é A∧B→CA \wedge B \to C. Assim, se xx é aluno de yy e recebe algum prémio, então y=deiy = dei.

  • Todos os alunos que recebem pelo menos um prémio são do DEI. A disjunção equivale a Aluno(x,y)∧∃z RecebePremio(x,z)→y=deiAluno(x,y) \wedge \exists z\, RecebePremio(x,z) \to y = dei: quem é aluno e recebe prémio tem de ser do DEI.
  • Nenhum aluno do DEI recebe qualquer prémio. A fórmula não proíbe prémios no DEI; proíbe prémios fora do DEI.
  • Todos os alunos que não recebem um prémio são do DEI. A condição da fórmula é receber pelo menos um prémio, não deixar de receber.
  • Alguns alunos do DEI recebem um prémio. A fórmula é universal e não afirma a existência de nenhum prémio.
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Tradução de quem frequenta Programação não frequentar mais nadaEscolha múltipla

Teste 2, 2016/17

Considere a situação da frequência de unidades curriculares por estudantes:

  • Estudante(x)Estudante(x): xx é estudante; Curso(x)Curso(x): xx é um curso; Uc(x)Uc(x): xx é uma unidade curricular;
  • Matricula(x,y)Matricula(x, y): o estudante xx está matriculado no curso yy;
  • Conclui(x,y)Conclui(x, y): o estudante xx concluiu a unidade curricular yy;
  • Frequenta(x,y)Frequenta(x, y): o estudante xx frequenta a unidade curricular yy.

O José e a Ana estão matriculados no MIEIC e concluíram Matemática Discreta; o Pedro está matriculado no MIEEC e não concluiu ainda nenhuma unidade curricular. O José frequenta Física. A Ana frequenta Física e Programação. O Pedro frequenta Física e Matemática Discreta.

Qual das seguintes frases em linguagem natural traduz fielmente a fórmula ∀x [ (Estudante(x)∧Frequenta(x,prog))→¬∃y (Uc(y)∧Frequenta(x,y)∧y≠prog) ]\forall x\, [\,(Estudante(x) \wedge Frequenta(x, prog)) \to \neg \exists y\, (Uc(y) \wedge Frequenta(x, y) \wedge y \neq prog)\,]?

A tua resposta

Solução

A tradução correta é: os estudantes que frequentam Programação não frequentam mais nenhuma unidade curricular.

O existencial negado, ¬∃y (Uc(y)∧Frequenta(x,y)∧y≠prog)\neg \exists y\, (Uc(y) \wedge Frequenta(x,y) \wedge y \neq prog), afirma que não existe outra unidade curricular frequentada por xx.

  • Os estudantes que frequentam Programação não frequentam mais nenhuma unidade curricular. A fórmula proíbe a existência de outra unidade curricular frequentada por quem frequenta Programação.
  • Se todos os estudantes frequentarem Programação, então não frequentam mais nenhuma unidade curricular. A condição é por estudante individual, não sobre todos os estudantes em conjunto.
  • Se algum estudante frequentar Programação, então nenhum estudante frequenta uma unidade curricular além de Programação. A conclusão da implicação diz respeito ao próprio xx, não a todos os estudantes.
  • Todos os estudantes frequentam Programação e mais nenhuma unidade curricular. A fórmula é uma implicação; não afirma que alguém frequenta Programação.
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Semântica e validade

Prémio fora do DEI na situação descritaEscolha múltipla

Teste 2, 2019/20

Numa situação sobre prémios de alunos, usam-se os predicados (além da identidade ==):

  • Aluno(x,y)Aluno(x, y): a pessoa xx é aluna do departamento yy;
  • RecebePremio(x,y)RecebePremio(x, y): a pessoa xx recebe como prémio o objeto yy;
  • Nota(x,y,z)Nota(x, y, z): a pessoa xx teve nota yy na cadeira zz;
  • Proprietario(x,y)Proprietario(x, y): a pessoa xx é dona do objeto yy.

Factos da situação: quem tem nota 20 a Álgebra (ALG) ou a Análise Matemática (AMAT) recebe uma calculadora XPTO; quem tem 20 às duas recebe um portátil ZUPT. Estão inscritos 70 alunos em ALG e 50 em AMAT. A Isabel e o João são alunos do DEI e não tiveram 20 nem a ALG nem a AMAT, mas já têm cada um a sua calculadora XPTO. O Carlos, aluno do DEQ, teve 20 às duas cadeiras.

Diga se a fórmula ∃x ∃y [ RecebePremio(x,y)∧¬Aluno(x,dei) ]\exists x\,\exists y\, [\, RecebePremio(x, y) \wedge \neg Aluno(x, dei) \,] é verdadeira ou falsa na situação descrita.

A tua resposta

Solução

A fórmula é verdadeira na situação descrita.

Basta um exemplo: x=carlosx = carlos e y=zupty = zupt satisfazem RecebePremio(x,y)RecebePremio(x,y) e ¬Aluno(x,dei)\neg Aluno(x, dei), pois o Carlos é do DEQ e teve 20 a ALG e a AMAT.

  • Verdadeira. O Carlos é aluno do DEQ e teve 20 às duas cadeiras, logo recebe o portátil ZUPT.
  • Falsa. Há pelo menos um aluno fora do DEI com prémio: o Carlos, do DEQ.
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Alunos do DEI com calculadora e sem prémioEscolha múltipla

Teste 2, 2019/20

Numa situação sobre prémios de alunos, usam-se os predicados (além da identidade ==):

  • Aluno(x,y)Aluno(x, y): a pessoa xx é aluna do departamento yy;
  • RecebePremio(x,y)RecebePremio(x, y): a pessoa xx recebe como prémio o objeto yy;
  • Nota(x,y,z)Nota(x, y, z): a pessoa xx teve nota yy na cadeira zz;
  • Proprietario(x,y)Proprietario(x, y): a pessoa xx é dona do objeto yy.

Factos da situação: quem tem nota 20 a Álgebra (ALG) ou a Análise Matemática (AMAT) recebe uma calculadora XPTO; quem tem 20 às duas recebe um portátil ZUPT. Estão inscritos 70 alunos em ALG e 50 em AMAT. A Isabel e o João são alunos do DEI e não tiveram 20 nem a ALG nem a AMAT, mas já têm cada um a sua calculadora XPTO. O Carlos, aluno do DEQ, teve 20 às duas cadeiras.

Diga se a fórmula ∀x [ (Aluno(x,dei)∧∃y Proprietario(x,y))→∃y RecebePremio(x,y) ]\forall x\, [\,(Aluno(x, dei) \wedge \exists y\, Proprietario(x, y)) \to \exists y\, RecebePremio(x, y)\,] é verdadeira ou falsa na situação descrita.

A tua resposta

Solução

A fórmula é falsa na situação descrita.

Para x=isabelx = isabel (ou x=joaox = joao), a hipótese Aluno(x,dei)∧∃y Proprietario(x,y)Aluno(x, dei) \wedge \exists y\, Proprietario(x, y) é verdadeira, mas ∃y RecebePremio(x,y)\exists y\, RecebePremio(x, y) é falsa. Logo o universal é falso.

  • Falsa. A Isabel e o João são alunos do DEI, têm calculadora XPTO, mas não recebem prémio algum.
  • Verdadeira. A implicação falha para a Isabel e para o João, que violam a conclusão.
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Classificar uma disjunção com quantificadoresEscolha múltipla

Teste 2, 2019/20

Classifique a fórmula (∃x Dodec(x)→∀x Large(x))∨∀x (Medium(x)→∃x Dodec(x))(\exists x\, Dodec(x) \to \forall x\, Large(x)) \vee \forall x\, (Medium(x) \to \exists x\, Dodec(x)) quanto a ser tautologia, válida em lógica de primeira ordem (FO), satisfazível ou não satisfazível.

A tua resposta

Solução

A fórmula é válida FO, mas não é tautologia.

Se ∃x Dodec(x)\exists x\, Dodec(x) é falso, o primeiro membro é verdadeiro. Se for verdadeiro e ∀x Large(x)\forall x\, Large(x) também, o primeiro membro é verdadeiro. Se ∃x Dodec(x)\exists x\, Dodec(x) for verdadeiro e houver algum objeto não grande, então existe algum objeto médio (esse objeto), e o segundo membro, ∀x (Medium(x)→∃x Dodec(x))\forall x\,(Medium(x) \to \exists x\, Dodec(x)), é verdadeiro porque ∃x Dodec(x)\exists x\, Dodec(x) se verifica. A validade usa o significado dos quantificadores, pelo que não é tautologia.

  • Tautologia. Abstraindo proposicionalmente, a fórmula é (P→Q)∨S(P \to Q) \vee S, que não é sempre verdadeira.
  • Válida FO mas não tautologia. Se existir algum dodecaedro e nem tudo for grande, então existe algum objeto médio; nesse caso o segundo membro garante ∃x Dodec(x)\exists x\, Dodec(x). Se não houver objetos médios, o segundo membro é vacuamente verdadeiro.
  • Satisfazível mas não verdade lógica. A fórmula é verdadeira em todas as estruturas, não apenas em algumas.
  • Não satisfazível. Há estruturas que a satisfazem, por exemplo um mundo só com dodecaedros grandes.
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Implicação da forma P implica (Q implica P)Escolha múltipla

Teste 2, 2016/17

Classifique a fórmula ∃x Estudante(x)→(∀y (Curso(y)∧Matricula(ana,y))→∃x Estudante(x))\exists x\, Estudante(x) \to (\forall y\, (Curso(y) \wedge Matricula(ana, y)) \to \exists x\, Estudante(x)) quanto a ser tautologia, válida FO, satisfazível ou não satisfazível.

A tua resposta

Solução

A fórmula é uma tautologia.

Sejam P=∃x Estudante(x)P = \exists x\, Estudante(x) e Q=∀y (Curso(y)∧Matricula(ana,y))Q = \forall y\,(Curso(y) \wedge Matricula(ana,y)). A fórmula é P→(Q→P)P \to (Q \to P), que é verdadeira qualquer que seja o valor de PP e QQ.

  • Tautologia. Abstraindo proposicionalmente, a fórmula tem a forma P→(Q→P)P \to (Q \to P), que é sempre verdadeira.
  • Válida FO mas não tautologia. A validade já se vê ao nível proposicional, logo é tautologia.
  • Satisfazível mas não verdade lógica. É verdadeira em todas as estruturas.
  • Não satisfazível. É satisfeita, por exemplo, num mundo sem estudantes.
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Formas prenexas

Forma prenexa de uma implicação com três blocosAutoavaliação

Teste 2, 2019/20

Transforme a fórmula (∀x P(a,x)∧∀x ∀z ¬S(x,z))→¬∀x (Q(x,b)∨R(x))(\forall x\, P(a, x) \wedge \forall x\,\forall z\, \neg S(x, z)) \to \neg \forall x\, (Q(x, b) \vee R(x)) numa forma normal prenexa, apresentando a cadeia de equivalências.

Solução

∃x ∃y ∃z ((P(a,x)∧¬S(x,z))→(¬Q(y,b)∧¬R(y)))\exists x\,\exists y\,\exists z\, ((P(a, x) \wedge \neg S(x, z)) \to (\neg Q(y, b) \wedge \neg R(y))).

A implicação A→¬BA \to \neg B equivale a ¬A∨¬B\neg A \vee \neg B. Tem-se ¬∀x P(a,x)≡∃x ¬P(a,x)\neg \forall x\, P(a,x) \equiv \exists x\, \neg P(a,x), ¬∀x ∀z ¬S(x,z)≡∃x ∃z S(x,z)\neg \forall x\,\forall z\, \neg S(x,z) \equiv \exists x\,\exists z\, S(x,z) e ¬∀x (Q(x,b)∨R(x))≡∃x (¬Q(x,b)∧¬R(x))\neg \forall x\,(Q(x,b) \vee R(x)) \equiv \exists x\,(\neg Q(x,b) \wedge \neg R(x)). Juntando e renomeando variáveis para evitar capturas, obtém-se ∃x (¬P(a,x)∨∃z S(x,z))∨∃y (¬Q(y,b)∧¬R(y))\exists x\,(\neg P(a,x) \vee \exists z\, S(x,z)) \vee \exists y\,(\neg Q(y,b) \wedge \neg R(y)), que em prenexa dá ∃x ∃y ∃z ((P(a,x)∧¬S(x,z))→(¬Q(y,b)∧¬R(y)))\exists x\,\exists y\,\exists z\,((P(a,x) \wedge \neg S(x,z)) \to (\neg Q(y,b) \wedge \neg R(y))).

Confere a tua resposta:

  • A resposta apresenta uma forma prenexa com quantificadores apenas no início.
  • Os quantificadores são ∃x ∃y ∃z\exists x\,\exists y\,\exists z (por esta ordem).
  • O corpo é (P(a,x)∧¬S(x,z))→(¬Q(y,b)∧¬R(y))(P(a, x) \wedge \neg S(x, z)) \to (\neg Q(y, b) \wedge \neg R(y)).
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Forma prenexa de uma negação de implicaçãoAutoavaliação

Teste 2, 2016/17

Obtenha uma forma normal prenexa da fórmula ¬(∀x ∃y P(a,x,y)→∃x (¬∀y Q(y,b)→R(x)))\neg (\forall x\,\exists y\, P(a, x, y) \to \exists x\, (\neg \forall y\, Q(y, b) \to R(x))), apresentando a cadeia de equivalências.

Solução

∀x ∃y ∀u ∃v (P(a,x,y)∧¬Q(v,b)∧¬R(u))\forall x\,\exists y\,\forall u\,\exists v\, (P(a, x, y) \wedge \neg Q(v, b) \wedge \neg R(u)).

¬(A→B)≡A∧¬B\neg(A \to B) \equiv A \wedge \neg B, com A=∀x ∃y P(a,x,y)A = \forall x\,\exists y\, P(a,x,y) e ¬B=∀x (∃y ¬Q(y,b)∧¬R(x))\neg B = \forall x\,(\exists y\, \neg Q(y,b) \wedge \neg R(x)). Renomeando as variáveis repetidas (x→ux \to u, y→vy \to v no segundo bloco), obtém-se ∀x ∃y P(a,x,y)∧∀u ∃v (¬Q(v,b)∧¬R(u))\forall x\,\exists y\, P(a,x,y) \wedge \forall u\,\exists v\,(\neg Q(v,b) \wedge \neg R(u)), cuja prenexa é ∀x ∃y ∀u ∃v (P(a,x,y)∧¬Q(v,b)∧¬R(u))\forall x\,\exists y\,\forall u\,\exists v\,(P(a,x,y) \wedge \neg Q(v,b) \wedge \neg R(u)).

Confere a tua resposta:

  • A resposta usa ¬(A→B)≡A∧¬B\neg (A \to B) \equiv A \wedge \neg B.
  • A forma prenexa começa por ∀x ∃y ∀u ∃v\forall x\,\exists y\,\forall u\,\exists v.
  • O corpo contém P(a,x,y)∧¬Q(v,b)∧¬R(u)P(a, x, y) \wedge \neg Q(v, b) \wedge \neg R(u) (a menos de renomeação de variáveis).
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Escolher a forma prenexa corretaEscolha múltipla

Teste 2, 2013/14 (questões de testes anteriores)

Qual das seguintes é uma forma normal prenexa da fórmula ∀x (∀y (A(x,y)∧∃u C(x,u))→∃u C(x,u))\forall x\, (\forall y\, (A(x, y) \wedge \exists u\, C(x, u)) \to \exists u\, C(x, u))?

A tua resposta

Solução

∀x ∃y ∀u ∃v ((A(x,y)∧C(x,u))→C(x,v))\forall x\,\exists y\,\forall u\,\exists v\, ((A(x, y) \wedge C(x, u)) \to C(x, v)).

A implicação A→BA \to B equivale a ¬A∨B\neg A \vee B. Como AA está precedido de ∀y\forall y e contém ∃u\exists u, e B=∃u C(x,u)B = \exists u\, C(x,u) tem de ser renomeado para ∃v C(x,v)\exists v\, C(x,v), a prenexa correcta é ∀x ∃y ∀u ∃v\forall x\,\exists y\,\forall u\,\exists v.

  • ∀x ∃y ∀u ∃v ((A(x,y)∧C(x,u))→C(x,v))\forall x\,\exists y\,\forall u\,\exists v\, ((A(x, y) \wedge C(x, u)) \to C(x, v)). O antecedente ∀y (A(x,y)∧∃u C(x,u))\forall y\,(A(x,y) \wedge \exists u\, C(x,u)) passa a ∃y ∀u\exists y\,\forall u e o consequente ∃u C(x,u)\exists u\, C(x,u) passa a ∃v C(x,v)\exists v\, C(x,v), com as variáveis todas distintas.
  • ∀x ∀y ∃u ∃v ((A(x,y)∧C(x,u))→C(x,v))\forall x\,\forall y\,\exists u\,\exists v\, ((A(x, y) \wedge C(x, u)) \to C(x, v)). O yy do antecedente fica depois de um universal no prenexo, mas o ∃u\exists u interno tem de sair para fora de ∀y\forall y.
  • ∀x ∃y ∀u ((A(x,y)∧C(x,u))→C(x,u))\forall x\,\exists y\,\forall u\, ((A(x, y) \wedge C(x, u)) \to C(x, u)). O uu do consequente é um existencial novo e não pode ficar ligado ao uu do antecedente.
  • ∀x ∃y ∀u ∃u ((A(x,y)∧C(x,u))→C(x,u))\forall x\,\exists y\,\forall u\,\exists u\, ((A(x, y) \wedge C(x, u)) \to C(x, u)). A variável uu aparece duas vezes como quantificada, o que não é permitido numa prenexa.
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Consequência lógica e provas

Concluir existencial de R a partir de duas premissasAutoavaliação

Teste 2, 2019/20

Será que das premissas ∀x (P(x)→(¬R(x)→¬Q(x)))\forall x\, (P(x) \to (\neg R(x) \to \neg Q(x))) e ∃y (P(y)∧Q(y))\exists y\, (P(y) \wedge Q(y)) se pode concluir ∃x R(x)\exists x\, R(x)? Se sim, esboce a prova; se não, apresente um contraexemplo.

Solução

Sim, o argumento é válido: de P(c)∧Q(c)P(c) \wedge Q(c) e de P(c)→(¬R(c)→¬Q(c))P(c) \to (\neg R(c) \to \neg Q(c)) segue Q(c)→R(c)Q(c) \to R(c) (contrapositivo), logo R(c)R(c) e portanto ∃x R(x)\exists x\, R(x).

A contrapositiva de ¬R(x)→¬Q(x)\neg R(x) \to \neg Q(x) é Q(x)→R(x)Q(x) \to R(x). Instanciando o universal em cc e o existencial numa testemunha cc com P(c)∧Q(c)P(c) \wedge Q(c), obtém-se R(c)R(c) por modus ponens duas vezes.

Confere a tua resposta:

  • A resposta diz que o argumento é válido.
  • A prova usa o contrapositivo da primeira premissa, Q(x)→R(x)Q(x) \to R(x).
  • A testemunha cc de P(c)∧Q(c)P(c) \wedge Q(c) dá R(c)R(c), logo ∃x R(x)\exists x\, R(x) por introdução do existencial.
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Argumento com contrapositiva em cadeiaAutoavaliação

Teste 2, 2016/17

Diga se o argumento com premissas ∀x (P(x)→Q(x))\forall x\, (P(x) \to Q(x)), ∀x (¬R(x)→¬Q(x))\forall x\, (\neg R(x) \to \neg Q(x)) e ∃z P(z)\exists z\, P(z) e conclusão ∃x R(x)\exists x\, R(x) é válido. Se for, esboce a prova; se não, apresente um contraexemplo.

Solução

O argumento é válido: de P(z)P(z) e P(z)→Q(z)P(z) \to Q(z) sai Q(z)Q(z); da contrapositiva de ¬R(z)→¬Q(z)\neg R(z) \to \neg Q(z), que é Q(z)→R(z)Q(z) \to R(z), sai R(z)R(z); logo ∃x R(x)\exists x\, R(x).

A segunda premissa equivale a ∀x (Q(x)→R(x))\forall x\,(Q(x) \to R(x)). Com a testemunha zz de ∃z P(z)\exists z\, P(z), a cadeia P(z)⇒Q(z)⇒R(z)P(z) \Rightarrow Q(z) \Rightarrow R(z) prova a conclusão.

Confere a tua resposta:

  • A resposta diz que o argumento é válido.
  • A prova deriva Q(z)Q(z) de P(z)P(z) e depois R(z)R(z) da contrapositiva Q(z)→R(z)Q(z) \to R(z).
  • A conclusão ∃x R(x)\exists x\, R(x) sai por introdução do existencial.
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Contagem de formas não é consequência lógicaAutoavaliação

Teste 2, 2019/20

Considere a fórmula ∃x ∃y (SameShape(x,y)∧x≠y∧∀z (SameShape(x,z)↔(z=x∨z=y)))\exists x\,\exists y\, (SameShape(x, y) \wedge x \neq y \wedge \forall z\, (SameShape(x, z) \leftrightarrow (z = x \vee z = y))). Se se estender a linguagem com uma função card(x)card(x), que dá o número de objetos da mesma forma de xx (incluindo xx), será que ∀x (card(x)=2)\forall x\, (card(x) = 2) é consequência lógica da primeira fórmula? Se sim, justifique; se não, apresente um contraexemplo.

Solução

Não é consequência lógica. Contraexemplo: um mundo com dois cubos a,ba, b e um tetraedro cc.

No mundo proposto, aa e bb têm a mesma forma e são os únicos com essa forma, logo a fórmula dada é verdadeira. Mas o tetraedro cc é o único da sua forma, pelo que card(c)=1≠2card(c) = 1 \neq 2, e ∀x (card(x)=2)\forall x\,(card(x) = 2) é falso. Como há uma estrutura onde as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa, não há consequência lógica.

Confere a tua resposta:

  • A resposta diz que não é consequência lógica.
  • O contraexemplo tem dois cubos (por exemplo aa e bb) e um tetraedro (cc).
  • Nesse mundo a primeira fórmula é verdadeira, mas card(c)=1card(c) = 1, logo ∀x (card(x)=2)\forall x\,(card(x) = 2) é falsa.
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Relações e funções

Propriedades da relação "altura maior ou igual"Autoavaliação

Mini-teste 2, 2006/07

Considere, no universo das pessoas, a relação R={(a,b):altura(a)≥altura(b)}R = \{(a, b) : altura(a) \geq altura(b)\}. Diga, justificando, se é reflexiva, simétrica, antissimétrica e transitiva, e classifique-a (relação de equivalência, ordem parcial, ordem total ou nenhum destes casos).

Solução

É reflexiva (altura(a)≥altura(a)altura(a) \geq altura(a)), transitiva e antissimétrica, mas não simétrica. É uma ordem parcial, não total, porque duas pessoas com alturas diferentes não são comparáveis nos dois sentidos.

A reflexividade e a transitividade seguem das propriedades de ≥\geq em R\mathbb R. Se aRbaRb e bRabRa, então altura(a)=altura(b)altura(a) = altura(b), logo vale a antissimetria. Não é simétrica: basta uma pessoa mais alta que outra. Como há pares não comparáveis (alturas distintas), não é ordem total.

Confere a tua resposta:

  • A resposta diz que é reflexiva, transitiva e antissimétrica, mas não simétrica.
  • A justificação da antissimetria usa o facto de altura(a)=altura(b)altura(a) = altura(b) quando ambas as desigualdades valem.
  • A classificação correta é ordem parcial (não total).
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Classe de equivalência pela alturaAutoavaliação

Mini-teste 2, 2006/07

Considere as pessoas João (180 cm), Maria (160 cm), José (175 cm) e Mariana (160 cm) e a relação R={(a,b):altura(a)=altura(b)}R = \{(a, b) : altura(a) = altura(b)\}. Diga, justificando, se RR é relação de equivalência e indique a classe de equivalência da Mariana.

Solução

RR é relação de equivalência e [Mariana]={Maria,Mariana}[Mariana] = \{Maria, Mariana\}.

A igualdade de alturas é reflexiva, simétrica e transitiva, logo define uma equivalência. A classe da Mariana reúne todas as pessoas com a mesma altura que ela, ou seja, a Maria (160 cm) e a própria Mariana.

Confere a tua resposta:

  • A resposta diz que é relação de equivalência (reflexiva, simétrica e transitiva).
  • A classe de equivalência da Mariana é {Maria,Mariana}\{Maria, Mariana\}.
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Relações binárias em {0, 1}Autoavaliação

Mini-teste 2, 2006/07

No conjunto {0,1}\{0, 1\}: (a) quantas relações binárias distintas se podem definir? (b) Dessas, quantas contêm o par (0,1)(0, 1)?

Solução

Há 24=162^4 = 16 relações binárias e 23=82^3 = 8 contêm o par (0,1)(0, 1).

Uma relação binária em {0,1}\{0,1\} é um subconjunto de {0,1}×{0,1}\{0,1\} \times \{0,1\}, que tem 4 pares, logo há 24=162^4 = 16 relações. Se (0,1)(0,1) tem de pertencer, restam 3 pares opcionais, logo há 23=82^3 = 8 relações.

Confere a tua resposta:

  • A resposta indica 16 relações binárias no total.
  • A resposta indica 8 relações que contêm o par (0,1)(0, 1).
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Quais destas funções de R em R são bijeçõesAutoavaliação

Mini-teste 2, 2006/07

Determine quais das seguintes funções de R\mathbb R em R\mathbb R são bijeções: (a) f(x)=2x+1f(x) = 2x + 1; (b) f(x)=x2+1f(x) = x^2 + 1; (c) f(x)=x3f(x) = x^3; (d) f(x)=x2+1x2+2f(x) = \frac{x^2 + 1}{x^2 + 2}.

Solução

São bijeções f(x)=2x+1f(x) = 2x + 1 e f(x)=x3f(x) = x^3. As outras duas não o são.

2x+12x+1 é injetiva e sobrejetiva (inversa (y−1)/2(y-1)/2). x3x^3 também o é (inversa y3\sqrt[3]{y}). x2+1x^2+1 não é injetiva (f(1)=f(−1)f(1)=f(-1)) nem sobrejetiva (imagem [1,+∞[[1,+\infty[). A rácio (x2+1)/(x2+2)(x^2+1)/(x^2+2) não é injetiva (é par) e a sua imagem é [1/2,1[[1/2, 1[, logo também não é sobrejetiva.

Confere a tua resposta:

  • A resposta indica que 2x+12x + 1 e x3x^3 são bijeções.
  • A resposta indica que x2+1x^2 + 1 não é bijeção (não é sobrejetiva nem injetiva).
  • A resposta indica que x2+1x2+2\frac{x^2+1}{x^2+2} não é bijeção (não é injetiva; a imagem é [1/2,1[[1/2, 1[).
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