Indução e recorrências

Indução simples e forte, casos base, definições recursivas e soluções de recorrências.

TLDR

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Verificar uma propriedade para os primeiros dez naturais não prova que vale para todos. A indução liga os casos: verificamos o início e provamos que o resultado passa aos seguintes. A hipótese de indução é uma hipótese local sobre kk; não é a afirmação universal que queremos provar.

Indução simples

Para provar P(n)P(n) para todo o inteiro n≥n0n\ge n_0:

  1. Prova P(n0)P(n_0), o caso base.
  2. Toma um k≥n0k\ge n_0 arbitrário e assume P(k)P(k).
  3. Com essa hipótese, prova P(k+1)P(k+1).

O terceiro passo tem de valer para todos os kk a partir da base. Provar P(k+1)⇒P(k)P(k+1)\Rightarrow P(k) seria propagar no sentido errado.

A boa ordenação de N\mathbb N explica o método. Se houvesse casos falsos, haveria um primeiro caso falso mm. A base impede m=n0m=n_0 e o passo a partir de P(m−1)P(m-1) impede o caso seguinte de ser falso. Assim, não há primeiro caso falso.

Soma dos quadrados

Vamos provar, para n≥0n\ge0:

∑i=1ni2=n(n+1)(2n+1)6.\sum_{i=1}^{n}i^2=\frac{n(n+1)(2n+1)}6.

Para n=0n=0, a soma vazia vale 0 e a fórmula também. Assume agora a igualdade para n=kn=k. Separamos o termo novo e usamos essa hipótese:

∑i=1k+1i2=∑i=1ki2+(k+1)2=k(k+1)(2k+1)6+(k+1)2=(k+1)(2k2+7k+6)6=(k+1)(k+2)(2k+3)6.\begin{aligned} \sum_{i=1}^{k+1}i^2 &=\sum_{i=1}^{k}i^2+(k+1)^2\\ &=\frac{k(k+1)(2k+1)}6+(k+1)^2\\ &=\frac{(k+1)(2k^2+7k+6)}6\\ &=\frac{(k+1)(k+2)(2k+3)}6. \end{aligned}

A última expressão é a fórmula para k+1k+1, porque 2(k+1)+1=2k+32(k+1)+1=2k+3. Não assumimos a soma até k+1k+1; derivámo-la da soma até kk.

Divisibilidade e desigualdades

Para mostrar 4∣(5n−1)4\mid(5^n-1) para n≥0n\ge0, a base é 50−1=05^0-1=0. No passo, assume 5k−1=4q5^k-1=4q, de modo que:

5k+1−1=5(5k−1)+4=4(5q+1).5^{k+1}-1=5(5^k-1)+4=4(5q+1).

Como 5q+15q+1 é inteira, a divisibilidade fica provada.

Numa desigualdade, conserva a direção das comparações. Para 2n+1≤2n2n+1\le2^n quando n≥3n\ge3, a base é 7≤87\le8. Se 2k+1≤2k2k+1\le2^k:

2k+1≥2(2k+1)=4k+2≥2k+3=2(k+1)+1,2^{k+1}\ge2(2k+1)=4k+2\ge2k+3=2(k+1)+1,

onde a segunda desigualdade usa k≥3k\ge3, em particular 2k≥12k\ge1. Indica essa condição em vez de a esconderes num salto algébrico.

Bases que faltam e hipóteses demasiado fortes

Uma prova que usa P(k−2)P(k-2) precisa de garantir que esse caso já está no intervalo conhecido. Não basta verificar a primeira base se o passo só começa três valores depois.

Na falsa prova de que todos os cavalos têm a mesma cor, divide-se um grupo de k+1k+1 cavalos em dois grupos de kk e usa-se um cavalo comum para comparar as cores. Para k=1k=1, os dois grupos não têm cavalo comum. O passo falha de 1 para 2, precisamente onde precisava de funcionar.

Uma prova também pode ser válida sem usar a hipótese de indução: uma demonstração direta de P(k+1)P(k+1) para um kk arbitrário chega. Usar a hipótese não é uma obrigação formal; assumir a tese ou omitir o passo é que invalida a prova.

Indução forte

Na indução forte, para provar P(k+1)P(k+1) assumimos todos os casos P(n0),…,P(k)P(n_0),\ldots,P(k). Isto permite usar uma decomposição cujo tamanho não é necessariamente kk.

Todo o inteiro n≥2n\ge2 é produto de primos. A base 2 é primo.

Para k+1k+1, se for primo, já temos um produto com um fator. Se for composto, k+1=abk+1=ab com 2≤a,b≤k2\le a,b\le k. A hipótese forte dá fatorizações de aa e bb, que juntamos. Só conhecer a fatorização de kk não forneceria esses dois resultados diretamente.

Vários casos base

Com moedas de 3 e 5 cêntimos podemos formar todos os valores inteiros n≥8n\ge8. As bases são:

8=3+5,9=3+3+3,10=5+5.8=3+5,\qquad9=3+3+3,\qquad10=5+5.

Para n≥11n\ge11, o valor n−3≥8n-3\ge8 já pode formar-se pela hipótese forte. Acrescentamos uma moeda de 3. As três bases cobrem os restos possíveis módulo 3 e permitem que o primeiro passo, de 10 para 11, use 8.

Indução em grafos

O parâmetro da indução pode contar vértices. Para provar que C2nC_{2n} é bipartido para n≥2n\ge2, a base é C4C_4, com partes alternadas de dois vértices.

No passo, toma um ciclo C2n+2C_{2n+2} e reduz o problema ao ciclo menor em três movimentos:

  1. Retira dois vértices consecutivos x,yx,y e liga os seus vizinhos exteriores u,vu,v com uma aresta auxiliar. O ciclo restante tem 2n2n vértices, logo é bipartido pela hipótese, e a aresta nova obriga u,vu,v a cores diferentes.
  2. Repõe o percurso u,x,y,vu,x,y,v e retira a aresta auxiliar. Atribui a xx a cor de vv e a yy a cor de uu.
  3. Confere as três arestas u,xu,x, x,yx,y e y,vy,v: cada uma liga cores distintas, e o restante ciclo conserva a coloração da hipótese.

Assim, a bipartição de C2n+2C_{2n+2} constrói-se a partir da do ciclo menor. Retirar só um vértice e fechar o percurso daria um ciclo ímpar, ao qual a hipótese sobre ciclos pares não se aplica. Citar diretamente que não há ciclos ímpares prova o resultado por outro método, mas não constrói este passo indutivo.

Funções recursivas

Uma definição recursiva precisa de casos base e regras que atinjam entradas já menores. Por exemplo:

f(n)={0,n=0,4f(n/2),n>0 par,f(n−1)+2n−1,n ıˊmpar.f(n)=\begin{cases} 0,&n=0,\\ 4f(n/2),&n>0\text{ par},\\ f(n-1)+2n-1,&n\text{ ímpar}. \end{cases}

A função está definida nos naturais e cada chamada diminui o argumento. Vamos provar f(n)=n2f(n)=n^2 por indução forte. A base f(0)=0f(0)=0 serve. Para n>0n>0:

  • Se é par, n/2<nn/2<n, logo f(n)=4(n/2)2=n2f(n)=4(n/2)^2=n^2.
  • Se é ímpar, n−1<nn-1<n, logo f(n)=(n−1)2+2n−1=n2f(n)=(n-1)^2+2n-1=n^2.

A prova usa a hipótese para um argumento que pode estar muito antes do imediato. Para seguir a definição em n=6n=6, as chamadas descem assim:

f(6) ⟶ f(3) ⟶ f(2) ⟶ f(1) ⟶ f(0).f(6)\ \longrightarrow\ f(3)\ \longrightarrow\ f(2)\ \longrightarrow\ f(1)\ \longrightarrow\ f(0).

Os valores regressam na ordem inversa:

ChamadaRegra aplicadaValor
f(0)f(0)Base0
f(1)f(1)f(0)+2⋅1−1f(0)+2\cdot1-11
f(2)f(2)4f(1)4f(1)4
f(3)f(3)f(2)+2⋅3−1f(2)+2\cdot3-19
f(6)f(6)4f(3)4f(3)36

Este cálculo explica uma chamada concreta. A prova forte justifica todos os naturais, incluindo valores não listados na tabela; entradas negativas não têm imagem, pois a definição só cobre n≥0n\ge0.

Sequências e recorrências

Uma sequência associa um valor a cada índice. Uma recorrência define termos por termos anteriores, por exemplo:

a1=1,a2=4,an=2an−1−an−2(n≥3).a_1=1,\quad a_2=4,\quad a_n=2a_{n-1}-a_{n-2}\quad(n\ge3).

Os primeiros valores são 1,4,7,101,4,7,10. Conjeturamos an=3n−2a_n=3n-2, mas a lista não prova a fórmula. Como a recorrência usa dois termos anteriores, verificamos as bases 1 e 2. Para n≥3n\ge3, usando a hipótese para os dois termos anteriores:

an=2(3(n−1)−2)−(3(n−2)−2)=3n−2.a_n=2(3(n-1)-2)-(3(n-2)-2)=3n-2.

Torres de Hanói

As Torres de Hanói têm três pinos e discos de tamanhos distintos. Movemos um disco de cada vez, sempre o do topo, sem colocar um maior sobre um menor. Para mover uma torre de nn discos, movemos os n−1n-1 menores para o pino auxiliar, movemos o maior e movemos os menores para cima dele.

Se HnH_n é o número de movimentos deste algoritmo:

H0=0,Hn=2Hn−1+1(n≥1).H_0=0,\qquad H_n=2H_{n-1}+1\quad(n\ge1).

Somando 1, Hn+1=2(Hn−1+1)H_n+1=2(H_{n-1}+1). Logo, Hn+1=2nH_n+1=2^n e Hn=2n−1H_n=2^n-1.

Ver por que o algoritmo é mínimo

Para provar o mínimo, fazemos indução em nn. A torre vazia precisa de zero movimentos.

  1. Antes do primeiro movimento do maior disco, os n−1n-1 menores têm de estar todos no terceiro pino, fora da origem e do destino desse movimento.
  2. Depois do último movimento do maior para o destino final, esses menores têm de passar do terceiro pino para cima dele.
  3. Cada fase exige pelo menos Hn−1H_{n-1} movimentos pela hipótese. Entre as fases há pelo menos um movimento do maior.

Logo qualquer solução usa pelo menos 2Hn−1+12H_{n-1}+1. O algoritmo atinge esse limite.

Recorrências lineares de primeira ordem

Para an=ran−1+ba_n=ra_{n-1}+b, n≥1n\ge1, com a0a_0 dado, expandimos três termos sem mudar os dados:

a1=ra0+b,a2=r(ra0+b)+b=r2a0+rb+b,a3=r(r2a0+rb+b)+b=r3a0+r2b+rb+b.\begin{aligned} a_1&=ra_0+b,\\ a_2&=r(ra_0+b)+b=r^2a_0+rb+b,\\ a_3&=r(r^2a_0+rb+b)+b=r^3a_0+r^2b+rb+b. \end{aligned}

Cada termo constante sofre uma multiplicação por rr em cada passo posterior à sua entrada. O último fica sem essa multiplicação. A soma geométrica reúne as nn contribuições:

an=rna0+b∑j=0n−1rj.a_n=r^na_0+b\sum_{j=0}^{n-1}r^j.

Se r≠1r\ne1:

an=rna0+brn−1r−1.a_n=r^na_0+b\frac{r^n-1}{r-1}.

Se r=1r=1, a soma tem nn parcelas iguais a 1 e an=a0+nba_n=a_0+nb.

Para a0=2a_0=2 e an=3an−1+1a_n=3a_{n-1}+1, obtemos an=(5⋅3n−1)/2a_n=(5\cdot3^n-1)/2. Substituir n=0n=0 e a fórmula na recorrência confere ambas as condições.

Equação característica

Para uma recorrência homogénea de segunda ordem com coeficientes constantes:

an=αan−1+βan−2,n≥2,a_n=\alpha a_{n-1}+\beta a_{n-2},\qquad n\ge2,

procurar soluções an=rna_n=r^n, com r≠0r\ne0, dá rn=αrn−1+βrn−2r^n=\alpha r^{n-1}+\beta r^{n-2}. Dividimos por rn−2r^{n-2} e obtemos a equação característica r2−αr−β=0r^2-\alpha r-\beta=0. Quando as duas raízes distintas r1,r2r_1,r_2 são não nulas, a solução tem a forma an=Ar1n+Br2na_n=Ar_1^n+Br_2^n. Determinamos A,BA,B pelas duas condições iniciais.

Para a0=2,a1=5a_0=2,a_1=5 e an=3an−1−2an−2a_n=3a_{n-1}-2a_{n-2}, a equação é (r−1)(r−2)=0(r-1)(r-2)=0. Assim:

an=A+B2n,A+B=2,A+2B=5.a_n=A+B2^n,\qquad A+B=2,\qquad A+2B=5.

Daqui B=3,A=−1B=3,A=-1 e an=3⋅2n−1a_n=3\cdot2^n-1. Os primeiros valores são 2,5,11,232,5,11,23, coerentes com a recorrência.

Para uma raiz dupla não nula rr, a forma é (A+Bn)rn(A+Bn)r^n. Por exemplo, an=2an−1−an−2a_n=2a_{n-1}-a_{n-2} tem raiz dupla 1 e dá uma sequência da forma A+BnA+Bn. O fator nn fornece a segunda solução independente. O método acima não se aplica diretamente a recorrências não homogéneas, nem dispensa tratar casos degenerados com raiz zero.

Exercícios

Uma soma por indução

Prova ∑i=1n(2i−1)=n2\sum_{i=1}^{n}(2i-1)=n^2 para todo o n∈Nn\in\mathbb N, interpretando a soma vazia como 0.

Pista

Na passagem ao sucessor, o novo termo é 2n+12n+1.

Mais uma pista

n2+(2n+1)=(n+1)2n^2+(2n+1)=(n+1)^2.

Solução

Base: para n=0n=0, a soma é 0=020=0^2. Passo: supondo ∑i=1n(2i−1)=n2\sum_{i=1}^n(2i-1)=n^2, temos ∑i=1n+1(2i−1)=n2+2(n+1)−1=n2+2n+1=(n+1)2\sum_{i=1}^{n+1}(2i-1)=n^2+2(n+1)-1=n^2+2n+1=(n+1)^2. Pelo princípio de indução, a igualdade vale para todos os naturais.

Confere a tua resposta:

  • Verifiquei a base n = 0.
  • Escrevi a hipótese para n e o objetivo para n + 1.
  • Separei o novo termo e usei a hipótese apenas na soma antiga.

Erros frequentes

Usar diretamente a fórmula para n + 1 antes de a provar seria circular. A hipótese só fornece a fórmula para n.

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Uma função recursiva com dois ramos

Define f(0)=0f(0)=0, f(n)=9f(n/3)f(n)=9f(n/3) para n>0n>0 múltiplo de 3 e f(n)=f(n−1)+2n−1f(n)=f(n-1)+2n-1 nos restantes casos positivos. Prova f(n)=n2f(n)=n^2 por indução forte.

Pista

A chamada do ramo múltiplo de 3 não é geralmente ao antecessor.

Mais uma pista

Para n>0n>0 múltiplo de 3, n/3<nn/3<n. Nos outros casos positivos, n−1<nn-1<n.

Solução

Base: f(0)=02f(0)=0^2. Assume f(k)=k2f(k)=k^2 para todos os k<nk<n. Se nn é múltiplo positivo de 3, f(n)=9(n/3)2=n2f(n)=9(n/3)^2=n^2. Caso contrário, f(n)=(n−1)2+2n−1=n2f(n)=(n-1)^2+2n-1=n^2. Os argumentos recursivos são menores, por isso a hipótese forte aplica-se nos dois ramos.

Confere a tua resposta:

  • Conferi a base e que cada chamada usa um natural menor.
  • No caso múltiplo de 3 apliquei a hipótese a n/3.
  • Nos restantes casos apliquei a hipótese a n − 1.

Erros frequentes

Indução simples fornece apenas a igualdade para o antecessor. Não autoriza automaticamente uma chamada em n/3.

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Indução em ciclos pares

Prova por indução que o ciclo par C2nC_{2n} é bipartido para n≥2n \ge 2.

Pista

Transforma C2nC_{2n} em C2n+2C_{2n+2} inserindo dois vértices numa aresta.

Mais uma pista

Os dois vértices novos ficam em partes opostas.

Solução

Base n=2n=2: em C4C_4 com vértices v1,v2,v3,v4v_1,v_2,v_3,v_4 pela ordem do ciclo, as partes são {v1,v3}\{v_1,v_3\} e {v2,v4}\{v_2,v_4\}.

Assume que todo o ciclo de 2n2n vértices é bipartido e toma um ciclo arbitrário de 2n+22n+2 vértices. Escolhe quatro vértices consecutivos u,x,y,vu,x,y,v, remove x,yx,y e acrescenta uvuv. Como n≥2n\ge2, estes quatro vértices são distintos e o resultado é C2nC_{2n}.

A hipótese dá uma bipartição do ciclo menor, com u,vu,v em partes opostas. Remove uvuv e repõe u−x−y−vu-x-y-v. Põe xx na parte de vv e yy na parte de uu: cada uma das três arestas liga partes opostas. As outras arestas não mudam. A coloração cobre todos os vértices do ciclo arbitrário, logo prova o passo. Pelo princípio de indução, o resultado vale para todo o n≥2n\ge2.

Confere a tua resposta:

  • Exibi a construção de C2n para C2n+2.
  • Usei a hipótese só no ciclo menor.
  • Tratei a base C4 explicitamente.

Erros frequentes

Não apliques a hipótese ao objeto que queres construir. Constrói o maior a partir do menor.

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Primeira ordem com termo constante

Resolve a0=2a_0=2, an=3an−1+4a_n=3a_{n-1}+4 para n≥1n\ge1, e verifica a fórmula.

Pista

Desenrola os primeiros termos ou desloca a sequência por uma constante.

Mais uma pista

Se bn=an+2b_n=a_n+2, então bn=3bn−1b_n=3b_{n-1} e b0=4b_0=4.

Solução

an=4⋅3n−2a_n=4\cdot3^n-2. De facto, a0=4−2=2a_0=4-2=2 e 3an−1+4=3(4⋅3n−1−2)+4=4⋅3n−2=an3a_{n-1}+4=3(4\cdot3^{n-1}-2)+4=4\cdot3^n-2=a_n. Equivalentemente, an=2⋅3n+4∑j=0n−13ja_n=2\cdot3^n+4\sum_{j=0}^{n-1}3^j.

Confere a tua resposta:

  • Incluí a contribuição de todos os termos constantes.
  • Usei a soma geométrica com n termos.
  • Conferi a condição inicial e a substituição na recorrência.

Erros frequentes

Usar só 2⋅3n2\cdot3^n resolve a recorrência sem o termo +4, mas não a dada.

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Uma raiz dupla

Resolve a0=1a_0=1, a1=4a_1=4 e an=4an−1−4an−2a_n=4a_{n-1}-4a_{n-2} para n≥2n\ge2.

Pista

O polinómio é r2−4r+4r^2-4r+4.

Mais uma pista

a0=A=1a_0=A=1 e a1=2(A+B)=4a_1=2(A+B)=4.

Solução

A raiz 2 é dupla. A forma geral é (A+Bn)2n(A+Bn)2^n. As condições dão A=1A=1 e B=1B=1, logo an=(n+1)2na_n=(n+1)2^n. Substituindo, 4n2n−1−4(n−1)2n−2=(2n−(n−1))2n=(n+1)2n4n2^{n-1}-4(n-1)2^{n-2}=(2n-(n-1))2^n=(n+1)2^n.

Confere a tua resposta:

  • Obtive (r − 2)² como polinómio característico.
  • Usei (A + Bn)2ⁿ, não duas cópias de 2ⁿ.
  • Determinei A e B pelas duas condições iniciais.

Erros frequentes

A2n+B2nA2^n+B2^n só dá um parâmetro efetivo. O fator n é necessário para a segunda solução independente.

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Determinar constantes com as condições iniciais

Para an=5an−1−6an−2a_n = 5a_{n-1} - 6a_{n-2} com a0=0a_0 = 0 e a1=1a_1 = 1, determina AA e BB e verifica.

Pista

As raízes de t2−5t+6t^2 - 5t + 6 são 22 e 33.

Mais uma pista

Resolve A+B=0A + B = 0 e 2A+3B=12A + 3B = 1.

Solução

Forma geral: an=A2n+B3na_n = A 2^n + B 3^n. De a0=0a_0 = 0 sai A+B=0A + B = 0; de a1=1a_1 = 1 sai 2A+3B=12A + 3B = 1. Logo A=−1A = -1 e B=1B = 1, ou seja an=3n−2na_n = 3^n - 2^n. Verifica: a0=0a_0 = 0, a1=1a_1 = 1 e 5⋅1−6⋅0=5=32−225 \cdot 1 - 6 \cdot 0 = 5 = 3^2 - 2^2.

Confere a tua resposta:

  • Escrevi a forma geral com dois parâmetros.
  • Substituí as duas condições iniciais.
  • Verifiquei a solução nos dois primeiros termos.
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