Estudos de utilizadores e análise

Métodos, desenho experimental, análise qualitativa, estatística descritiva, inferência e SUS.

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Desenho experimental

Queremos saber se a versão B ajuda a reservar uma sala mais depressa do que A: quatro pessoas fazem tarefas comparáveis nas duas versões, metade na ordem AB e metade na BA. Os tempos abaixo são dados fictícios de conclusões corretas sem ajuda e não incluem tentativas falhadas.

PessoaOrdemA (s)B (s)Diferença A menos B (s)
P1AB52484
P2BA64586
P3AB45423
P4BA73685

A variável independente é a versão que manipulamos, A ou B, e a dependente é o tempo medido; sucesso e pedidos de ajuda seriam outras medidas, a registar em separado.

Se B tivesse tarefas mais fáceis, a dificuldade variaria juntamente com a versão e ofereceria uma explicação alternativa: seria uma variável de confundimento.

Neste desenho intra-participantes, cada pessoa usa ambas as versões: P4 demora mais do que P3 nas duas, mas ambas poupam tempo em B, e comparar cada pessoa consigo própria conserva essa correspondência.

Num desenho entre participantes, pessoas distintas usariam cada versão, por isso teríamos de considerar diferenças entre grupos sem inventar pares só porque as listas têm o mesmo tamanho.

Se todos usassem A e depois B, a melhoria poderia resultar de aprendizagem. Contrabalançar AB e BA distribui as posições das versões na sessão, enquanto randomizar a atribuição das pessoas às ordens evita escolhê-las segundo características que favoreçam uma condição.

São decisões diferentes e nenhuma elimina automaticamente fadiga, transferência ou efeitos da novidade.

Mantém tarefas comparáveis, instruções, dispositivo e condições relevantes. Um piloto verifica o procedimento, não prova a hipótese, e a presença do observador e as expectativas do investigador também podem alterar o comportamento.

B: círculo · A: quadradoP14852P25864P34245P4687340506070s
O segmento liga as duas medições da mesma pessoa. A posição mostra o tempo; o comprimento mostra a diferença.

Lê cada segmento como um par, não como duas pessoas: em cada par, o círculo B fica à esquerda do quadrado A, indicando um tempo menor. As reduções variam entre 3 e 6 s, embora os tempos absolutos variem muito mais. O contrabalanço muda a ordem de execução; não desfaz o emparelhamento.

Escolher o termo de comparação

O enunciado do projeto de 2026/27 distingue dois casos: ao redesenhar uma funcionalidade existente, compara a proposta com a funcionalidade original; ao propor uma funcionalidade nova, desenvolve e compara duas alternativas de desenho. Não basta mostrar que o protótipo executa a tarefa sem erros técnicos.

Na biblioteca, acrescentar informação de capacidade à pesquisa existente pode ser um redesenho. A comparação mantém a mesma necessidade e permite observar se a proposta reduz procura repetida sem prejudicar sucesso. Já uma nova forma de coordenação pode comparar partilhar uma opção com votar entre opções. Ambas têm de apoiar um objetivo comum, como chegar a uma sala aceite pelo grupo; tarefas que só uma versão permite executar não dão uma comparação justa desse objetivo.

Define antes de recolher dados o que vais comparar, o estado inicial de cada alternativa, as tarefas, os critérios de sucesso e as medidas. Se uma versão começa com uma reserva já preenchida e outra exige procurar tudo, o tempo mede também essa preparação desigual. Escolher duas alternativas não resolve o desenho experimental: continua a ser necessário recrutar os perfis adequados e decidir se cada pessoa usa uma ou ambas.

Classificar métodos sem os confundir

O cronómetro regista o que as pessoas fazem, portanto fornece evidência comportamental e quantitativa. Depois da tarefa, perguntar como se sentiram fornece evidência atitudinal, e a classificação qualitativa ou quantitativa depende do dado recolhido, não de este ser subjetivo.

Dado recolhido na reservaEvidência
Tempo e sucessoComportamental e quantitativa
Pausa observada enquanto procura a confirmaçãoComportamental, descrita qualitativamente
Relato sobre receio de perder a reservaAtitudinal e qualitativa
Respostas de 1 a 5 ao SUSAtitudinal e quantitativa

Uma pessoa pode dizer que a reserva foi fácil e ter precisado de ajuda; investiga a divergência, pois a entrevista pode esclarecer o que entende por fácil enquanto o registo permite localizar a intervenção. Nenhuma destas fontes substitui a outra.

Análise qualitativa

No exemplo fictício, codificamos “não percebi se ficou reservado” e “perguntei ao colega se estava confirmado” como dificuldade em reconhecer confirmação, e “a notificação não dizia a sala” como informação incompleta.

Os códigos descrevem unidades de significado e os temas agrupam padrões interpretados. Define como passaste das notas aos códigos, conserva exemplos que os sustentam e procura casos que contradizem a interpretação.

Uma contagem de menções numa entrevista não mede automaticamente a prevalência na população. Um problema referido uma vez pode ser crítico, como impedir o acesso com leitor de ecrã.

Frequência não é o único critério de prioridade. O agrupamento inicial por afinidades está explicado na investigação.

Palavras, códigos e temas

Uma nuvem de palavras conta ocorrências, mas perde a relação entre termos. Nos relatos “a confirmação foi clara” e “a confirmação não foi clara”, a palavra confirmação aparece nas duas frases com avaliações opostas. Também é diferente “não consegui reservar” de “consegui reservar, mas não cancelar”.

Na codificação, lê cada unidade no seu contexto e identifica o significado relevante para a pergunta do estudo. Podemos começar com códigos definidos pelo objetivo, como descoberta, compreensão e recuperação, ou deixar surgir códigos dos dados. Em ambos os casos, conserva o trecho e a razão da classificação. Um tema como “incerteza sobre o resultado” precisa de relatos que o sustentem, não apenas de uma palavra frequente.

Se uma pessoa menciona o mesmo problema cinco vezes, isso continua a ser o relato dessa pessoa. Para contar participantes que o referiram, usa uma unidade por participante e explicita esse denominador.

Para estudar prevalência, ainda falta justificar amostra e recolha; a contagem de uma entrevista não resolve essa inferência.

Estatística descritiva

No caso A/B, calculamos uma diferença por pessoa:

di=Ai−Bi,d=(4,6,3,5) s.d_i=A_i-B_i,\qquad d=(4,6,3,5)\ \text{s}.

Uma diferença positiva significa que A demorou mais, e a média das diferenças é

dˉ=4+6+3+54=4,5 s.\bar d=\frac{4+6+3+5}{4}=4{,}5\ \text{s}.

B foi mais rápida nestas quatro conclusões; a média resume a magnitude, mas falta descrever a dispersão e avaliar a incerteza antes de concluir sobre outras pessoas.

Média e mediana respondem a perguntas diferentes. Num outro conjunto de conclusões, 31, 33, 40, 44 e 150 s, a média é (31+33+40+44+150)/5=59,6(31+33+40+44+150)/5=59{,}6 s e a mediana é 40 s, a terceira posição dos dados ordenados.

O caso de 150 s pesa na média mas não muda essa posição central; pode ser uma dificuldade legítima e não deve desaparecer só por ser inconveniente.

Para dados nominais, como canal de reserva, usamos contagens e proporções; para categorias ordinais, como uma resposta isolada de satisfação de 1 a 5, conhecemos a ordem mas não garantimos intervalos iguais.

Para tempos, média, mediana e dispersão têm unidades de segundos. Declara sempre a amostra e o tratamento das falhas: o limite de um ensaio interrompido não é um tempo de conclusão.

SUS

A System Usability Scale, publicada por John Brooke em 1996, usa dez respostas de 1 a 5 com itens de formulação alternada entre positiva e negativa. Cada resposta interpreta-se segundo a formulação do respetivo item, por isso a pontuação inverte os itens pares: com a formulação e ordem padrão, a contribuição dos itens ímpares é ri−1r_i-1 e dos pares 5−ri5-r_i. Soma as dez contribuições, que variam entre 0 e 40, e multiplica por 2,5 para obter a escala de 0 a 100.

Para as respostas 4, 2, 4, 1, 5, 2, 4, 1, 4, 2, as contribuições são 3, 3, 3, 4, 4, 3, 3, 4, 3, 3, que somam 33, por isso o SUS é 82,5.

A escala vai de 0 a 100, mas não é uma percentagem de sucesso e não diagnostica sozinha qual botão deve mudar. Usa uma versão validada para a língua e contexto, pois traduzir ou trocar itens livremente altera o instrumento.

Para interpretar, compara com a distribuição publicada: a média ronda 68 em centenas de estudos. Um resultado de 70 fica perto da média, não no percentil 70.

A conversão publicada coloca 70 perto do percentil 50, 75 perto do percentil 73 e 80 acima do percentil 85, com notas de C a A menos nessa escala curvada. Comunica o percentil e a nota, não o valor bruto como percentagem de pessoas.

Escolher o teste pelo desenho

Se as mesmas pessoas usam A e B, as medições estão emparelhadas: cada pessoa fornece uma diferença di=Ai−Bid_i=A_i-B_i, e o teste t emparelhado analisa a média dessas diferenças, com cada pessoa como a sua própria comparação. Se grupos distintos usam cada versão, uma análise para amostras independentes pode ser adequada; ter duas colunas na folha de cálculo não decide o desenho.

Pergunta/dadosFamília de análise a considerarCondição a investigar
Diferença de médias, mesmas pessoasTeste t emparelhado sobre diferençasPares corretos, independência entre pessoas e distribuição das diferenças
Diferença de médias, grupos distintosTeste para médias independentes, como WelchIndependência, distribuição e protocolo de recrutamento
Associação entre categorias, como dispositivo e sucessoQui-quadrado de frequênciasContagens esperadas e independência adequadas

Se as condições não se cumprem, considera métodos apropriados ao dado e ao desenho, com justificação. Um teste não paramétrico também tem hipóteses, por isso não é uma opção automaticamente válida para qualquer amostra.

Não escolhas pelo nome da interface ou apenas por n>30n>30.

Caso: diferenças por pessoa

Regressamos às diferenças 4, 6, 3 e 5 s, onde o teste t emparelhado usa a dispersão das diferenças, não o desvio-padrão dos tempos em A ou em B.

  1. Subtraímos a média de 4,5 s a cada diferença e elevamos cada desvio ao quadrado.
Pessoadid_i (s)di−dˉd_i-\bar d (s)(di−dˉ)2(d_i-\bar d)^2 (s²)
P14−0,50,25
P261,52,25
P33−1,52,25
P450,50,25
  1. Somamos os quadrados, e os sinais dos desvios já não se anulam depois de elevar ao quadrado.
SQ=0,25+2,25+2,25+0,25=5 s2.SQ=0{,}25+2{,}25+2{,}25+0{,}25=5\ \text{s}^2.
  1. Dividimos por n−1=3n-1=3 para obter a variância amostral, e a raiz quadrada devolve a unidade aos segundos.
sd2=53 s2,sd=53≈1,291 s.s_d^2=\frac{5}{3}\ \text{s}^2,\qquad s_d=\sqrt{\frac53}\approx1{,}291\ \text{s}.
  1. Calculamos o erro-padrão da média das diferenças.
SE=sdn=1,2914≈0,6455 s.SE=\frac{s_d}{\sqrt n}=\frac{1{,}291}{\sqrt4}\approx0{,}6455\ \text{s}.

O desvio-padrão descreve a dispersão entre diferenças individuais, enquanto o erro-padrão estima a variabilidade da sua média entre amostras sob o modelo; não são a mesma grandeza.

Inferência e correlação

Seja μd\mu_d a diferença média A menos B na população que queremos estudar. Para perguntar se há diferença em qualquer direção, definimos antes da análise:

H0:μd=0,H1:μd≠0,α=0,05.H_0:\mu_d=0,\qquad H_1:\mu_d\ne0,\qquad \alpha=0{,}05.

A alternativa é bilateral. Afirmar previamente que B será mais rápida exigiria uma pergunta direcional e uma análise compatível; não mudamos a alternativa depois de ver os tempos.

Para a inferência t emparelhada, precisamos de pares corretos, independência entre pessoas e diferenças aproximadamente normais, sobretudo com uma amostra tão pequena. Também precisamos de justificar o recrutamento e as tarefas para a população e contexto pretendidos; quatro diferenças não permitem confirmar normalidade ou representatividade.

O cálculo seguinte ilustra o método sob essas hipóteses.

Sob H0H_0, dividimos a distância da média observada a zero pelo seu erro-padrão:

t=dˉ−0sd/n=4,50,6455≈6,97,ν=n−1=3.t=\frac{\bar d-0}{s_d/\sqrt n}=\frac{4{,}5}{0{,}6455}\approx6{,}97,\qquad \nu=n-1=3.

Esta estatística não tem unidades; compara a diferença média com a variabilidade esperada da estimativa sob o modelo nulo.

Outras perguntas exigem outras análises: o qui-quadrado pode estudar associação entre categorias sob condições apropriadas, e a correlação de Pearson mede associação linear. Um valor próximo de zero não exclui uma relação não linear.

Uma associação não demonstra causalidade: a experiência prévia pode afetar simultaneamente tempo e satisfação.

Valor-p, decisão e tamanho do efeito

O valor-p é calculado sob H0H_0 e o modelo. Mede a probabilidade de obter uma estatística tão extrema ou mais extrema que a observada. Não é a probabilidade de H0H_0 ser verdadeira.

No nosso teste bilateral, o valor crítico dado é t0,975,3≈3,182t_{0{,}975,3}\approx3{,}182, e como ∣6,97∣>3,182|6{,}97|>3{,}182 rejeitamos H0H_0 a 5% sob as hipóteses declaradas. Esta decisão equivale a ter um valor-p abaixo de 0,05; não precisamos de o calcular para usar a regra do valor crítico.

A melhoria média observada é de 4,5 s, mas decidir se justifica mudar a interface exige considerar tarefa, sucesso, custos e incerteza: uma redução estatisticamente detetável de 0,1 s pode ser irrelevante na prática.

Se o teste não rejeitasse H0H_0, isso também não provaria igualdade.

Intervalo de confiança da diferença

Sob as mesmas hipóteses, o intervalo bilateral de 95% é

dˉ±t1−α/2,n−1sdn.\bar d\pm t_{1-\alpha/2,n-1}\frac{s_d}{\sqrt n}.

O quantil deixa uma probabilidade α/2\alpha/2 em cada cauda da distribuição t. Com α=0,05\alpha=0{,}05, três graus de liberdade e o valor crítico 3,182:

margem=3,182×0,6455≈2,054 s.\text{margem}=3{,}182\times0{,}6455\approx2{,}054\ \text{s}.

Subtraímos e somamos a margem à média, conservando mais casas decimais nas contas intermédias:

IC95%≈[4,5−2,054;4,5+2,054]=[2,45;6,55] s.IC_{95\%}\approx[4{,}5-2{,}054; 4{,}5+2{,}054]=[2{,}45; 6{,}55]\ \text{s}.

O intervalo estima a diferença média A menos B, e todos os seus valores são positivos, de acordo com a rejeição de zero no teste bilateral correspondente. Não significa que 95% das pessoas pouparam entre 2,45 e 6,55 s: em repetições sob as mesmas hipóteses, cerca de 95% dos intervalos construídos por este procedimento incluiriam a média populacional.

Se zero estivesse incluído, isso não provaria equivalência; para essa pergunta, precisamos de definir uma margem prática e usar uma análise concebida para a testar. Recrutamento enviesado, tarefas diferentes ou efeito de ordem continuam a limitar a conclusão, mesmo quando as contas estão corretas.

Intervalo face a um requisito

Suponhamos que o requisito é tempo médio de conclusão inferior a 60 s, para a população, tarefa e protocolo definidos. Um intervalo para essa média dá informação diferente de um intervalo para a diferença A menos B. Não compares o segundo com 60 s: ele estima uma poupança, não a duração da tarefa.

IC de 95% para a média (s)Relação com 60 sInterpretação sob o modelo
[48; 58]Todo abaixoSustenta uma média inferior ao limiar
[62; 70]Todo acimaSustenta que o requisito não é atingido
[55; 65]Atravessa o limiarNão resolve de que lado está a média

A média observada pode ser 59 s no último caso e continuar sem informação suficiente para situar a média populacional abaixo de 60 s. O mesmo vale para um intervalo que termina exatamente em 60: não fica estritamente abaixo do limiar. Para decidir uma aceitação formal, fixa antes o procedimento e o nível de incerteza, em vez de escolher depois entre teste unilateral e intervalo bilateral para favorecer o resultado.

Este requisito também não afirma que todas as pessoas concluem em 60 s. Uma média abaixo do limiar pode coexistir com tentativas lentas e falhas. Conserva as medidas de sucesso, o tratamento das tentativas interrompidas e a análise das barreiras.

Exercícios

Sempre A, depois B

As mesmas pessoas usam sempre A e depois B. B é mais rápida. Dá uma explicação alternativa ao efeito da interface e uma alteração ao desenho.

Pista

O que a primeira tarefa ensina para a segunda?

Solução

A aprendizagem pode tornar B mais rápida independentemente do desenho. Contrabalança a ordem e usa tarefas comparáveis, com atribuição apropriada. Isso reduz o efeito de ordem, mas não elimina todas as explicações alternativas.

Confere a tua resposta:

  • Identifica aprendizagem/ordem ou fadiga como confundimento possível.
  • Reconhece desenho intra-participantes.
  • Propõe contrabalançar AB/BA e manter tarefas comparáveis.

Erros frequentes

Não afirmar causalidade só porque todas as pessoas melhoraram na segunda execução.

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Descrever uma tarefa com falhas

Seis pessoas tentam reservar, com limite de 180 s. Cinco concluem corretamente sem ajuda em 30, 35, 40, 45 e 150 s. A sexta chega ao limite sem concluir. A equipa publica “tempo médio de conclusão: 80 s” e quer retirar o caso de 150 s por ser lento.

Calcula sucesso sem ajuda, média e mediana das conclusões. Explica de onde saiu 80 s e como relatar o caso lento e a tentativa interrompida.

Pista

Define primeiro que tentativas pertencem a cada medida.

Solução

O sucesso sem ajuda é 5/6≈83,3%5/6\approx83{,}3\%. As cinco conclusões somam 300 s, logo a sua média é 60 s. A mediana é 40 s, o terceiro valor ordenado. A conta (300+180)/6=80(300+180)/6=80 s mistura conclusões e o limite de uma tentativa que falhou; não é uma média de conclusão.

O caso de 150 s pode revelar uma dificuldade real. Investiga o registo e aplica apenas critérios de exclusão justificados, sem escolher os que favorecem a versão. Relata cinco conclusões, uma falha ao limite e a dispersão dos tempos.

Confere a tua resposta:

  • Calcula sucesso 5/6, média 60 s e mediana 40 s nas conclusões.
  • Identifica 80 s como média dos tempos observados, incluindo o limite.
  • Conserva o caso lento até investigar uma razão de exclusão e relata a falha separadamente.
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O que diz 0,03?

Um teste bilateral tem H0: diferença média igual a zero. O nível alfa foi fixado em 0,05 antes da análise e o valor-p é 0,03. Qual interpretação é adequada?

A tua resposta

Pista

Compara p com o limiar declarado.

Mais uma pista

Separa decisão estatística de tamanho do efeito e utilidade.

Solução

Rejeitamos H0 ao nível indicado, se as hipóteses e o procedimento forem adequados. Sob H0 e o modelo, p mede a probabilidade de uma estatística tão extrema ou mais extrema do que a observada. Não é P(H0 verdadeira). Precisamos do efeito, incerteza e contexto para decidir utilidade.

  • Rejeitamos H0 a 5%, sob as hipóteses do teste; não é uma probabilidade de H0.. 0,03 é inferior a alfa, mas não quantifica a verdade da hipótese.
  • Existe 3% de probabilidade de H0 ser verdadeira.. O valor-p condiciona o cálculo à hipótese e ao modelo, não atribui probabilidade à hipótese.
  • A nova interface é útil para todas as pessoas.. Significância não mede utilidade prática nem garante generalização universal.

Erros frequentes

Não converter 0,03 em uma probabilidade de a hipótese ser verdadeira ou de a interface funcionar.

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O intervalo é para a média

Um estudo emparelhado define d = tempo em A menos tempo em B. A diferença média observada é 5 s e o intervalo de confiança bilateral de 95% é [2, 8] s. Interpreta a direção, o que o intervalo estima e o que não permite dizer sobre cada pessoa.

Pista

Uma diferença positiva quer dizer qual versão demorou mais?

Mais uma pista

O parâmetro é a média das diferenças, não cada diferença individual.

Solução

Os valores positivos são compatíveis com B mais rápida em média no âmbito do estudo e do modelo. O intervalo estima a diferença média e exclui zero. Num procedimento com cobertura adequada, 95% dos intervalos de repetições do estudo incluiriam o parâmetro. Não significa que 95% das pessoas pouparam de 2 a 8 s, nem que a melhoria é útil sem um critério de utilidade.

Confere a tua resposta:

  • Define a diferença A menos B e interpreta valores positivos como B mais rápida em média.
  • Identifica [2,8] s como intervalo para a diferença média, sob método e hipóteses.
  • Não diz que 95% das pessoas melhoraram entre 2 e 8 segundos.
  • Reconhece que o intervalo exclui zero e que utilidade prática exige critério.

Erros frequentes

Não interpretar cobertura de um procedimento como distribuição dos tempos individuais.

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Escolher a análise e conferir as diferenças

Quatro pessoas fazem tarefas comparáveis nas duas versões, com ordens AB e BA distribuídas igualmente. Na ordem das pessoas, A demora 50, 60, 40 e 70 s; B demora 48, 56, 39 e 67 s. Todas concluem sem ajuda.

  1. Escolhe uma família de análise para a diferença média e calcula as diferenças A menos B, a sua média e o desvio-padrão amostral.
  2. Que condições precisas de verificar antes de usar um teste t?
  3. Se fossem oito pessoas diferentes, quatro por versão, manterias a análise emparelhada?

Pista

Identifica quem forneceu cada medição antes de escolher o teste.

Solução

No primeiro desenho, cada pessoa fornece um par. As diferenças são 2, 4, 1 e 3 s e a média é 2,5 s. Os desvios à média são −0,5, 1,5, −1,5 e 0,5 s. A soma dos quadrados é 5 s², a variância é 5/(4−1)5/(4-1) s² e sd=5/3≈1,291s_d=\sqrt{5/3}\approx1{,}291 s.

Podemos considerar um teste t emparelhado se houver pares corretos, independência entre pessoas e diferenças aproximadamente normais. Com quatro pares, a amostra não confirma essas condições; recrutamento e comparabilidade das tarefas também precisam de justificação. Contrabalançar não torna as medições independentes.

Com grupos de pessoas distintas, consideraríamos uma comparação de médias independentes, como Welch, verificando as suas condições. Emparelhar linhas por ordem na folha não cria pares naturais.

Confere a tua resposta:

  • Mantém pares e obtém diferenças 2, 4, 1 e 3 s, média 2,5 s e desvio-padrão cerca de 1,291 s.
  • Explicita independência entre pessoas, distribuição das diferenças, recrutamento e tarefas.
  • Escolhe análise independente no segundo desenho, sem inventar correspondências.
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Três medidas da mesma reserva

Cada versão é testada por dez pessoas distintas com a mesma tarefa e critério. A tem oito conclusões sem ajuda, média de 50 s nessas conclusões e SUS médio de 65. B tem seis conclusões sem ajuda, média de 45 s nessas conclusões e SUS médio de 82,5. Os participantes de B tinham mais experiência prévia.

A equipa declara que B é melhor porque o tempo desceu e o SUS subiu. Analisa as três medidas, a comparação dos tempos e uma limitação do desenho. Propõe como investigar a divergência.

Pista

Compara primeiro os denominadores e quem entra em cada média.

Solução

A tem 80% e B 60% de sucesso sem ajuda. B é mais rápida entre as pessoas que concluíram, mas estas médias excluem quem falhou e não representam os mesmos conjuntos de sucessos. O SUS descreve perceção após uso; 82,5 não significa 82,5% de sucesso. Satisfação e eficácia podem divergir.

A experiência prévia difere entre grupos e pode explicar parte dos resultados. Analisa os registos das falhas e os relatos sobre facilidade; pergunta o que os participantes entenderam por tarefa concluída. Para comparar versões, planeia grupos comparáveis com atribuição adequada, ou um desenho intra-participantes com controlo da ordem. Mantém os critérios de sucesso e o tratamento dos tempos.

Confere a tua resposta:

  • Distingue eficácia, tempo nas conclusões e perceção quantificada pelo SUS.
  • Reconhece que as médias excluem falhas e resumem conjuntos diferentes de conclusões.
  • Identifica experiência como explicação alternativa e propõe registos ou sessões adequadas.
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O que deve ser comparado?

No projeto de 2026/27, a equipa R redesenha a pesquisa já existente no serviço. A equipa N propõe uma nova coordenação de reservas por votação. Ambas planeiam testar apenas o seu protótipo e declarar sucesso se oito de dez pessoas concluírem a tarefa.

  1. Que termo de comparação falta em cada equipa?
  2. R passa a testar original A e redesenho B com as mesmas pessoas, sempre nessa ordem. Em A a pessoa começa sem dados; em B já estão introduzidos o horário e o tamanho do grupo. B é mais rápida. Identifica dois problemas e propõe uma comparação mais adequada.

Solução

R precisa de comparar o redesenho com a funcionalidade original. N precisa de desenvolver e comparar duas alternativas para a função nova, por exemplo votação e partilha de opções com confirmação do grupo. O critério de oito sucessos pode ser um requisito proposto, mas não substitui a comparação exigida.

Em R, B beneficia de preparação que A exige à pessoa, pelo que o tempo inclui trabalho desigual. Também recebe sempre a segunda posição: a pessoa pode aprender com A. Define o mesmo resultado e estados iniciais comparáveis, fornecendo ou pedindo os mesmos dados nas duas versões. Usa tarefas equivalentes, distribui as ordens AB e BA e atribui participantes às ordens de forma adequada.

As medições continuam emparelhadas porque as mesmas pessoas usam ambas as versões. Regista sucesso, ajuda e tempos com os mesmos critérios. Esta preparação reduz explicações alternativas específicas; não garante representatividade nem elimina transferência, fadiga ou todas as diferenças entre tarefas.

Confere a tua resposta:

  • Compara o redesenho com o original e a função nova com outra alternativa.
  • Identifica o estado inicial desigual e o efeito de ordem.
  • Define objetivo comum, condições iniciais e atribuição às ordens, sem afirmar que eliminaram todos os vieses.
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A palavra confirmação aparece seis vezes

Três entrevistas contêm estes relatos fictícios:

  • P1 repete cinco vezes: “Não percebi se a confirmação significa que ficou reservado”.
  • P2 diz: “A confirmação foi clara, mas receei ter escolhido a sala errada”.
  • P3 diz: “Não percebi o resultado e voltei ao balcão”.

A nuvem de palavras destaca confirmação. A equipa conclui que seis pessoas não reconheceram a confirmação. Propõe códigos e temas para os relatos, calcula quantas pessoas referiram incerteza sobre o resultado e explica os limites da contagem.

Solução

P1 pode receber o código “estado desconhecido”; P3, “resultado não compreendido” e “procura de apoio”. Estes relatos sustentam o tema de incerteza sobre o resultado. P2 reconheceu a confirmação, mas duvida da sua própria escolha; pode receber “receio de seleção incorreta”, uma necessidade distinta de conferir dados antes ou depois do compromisso.

Duas das três pessoas, P1 e P3, referiram incerteza sobre o resultado. Repetir a frase não cria participantes, e a contagem de confirmação também não inclui o relato de P3, que expressa a dificuldade com outras palavras. A palavra não distingue negação, contexto nem finalidade.

Conserva os excertos e a justificação dos códigos. Dois relatos em três descrevem esta amostra; não demonstram prevalência populacional, nem revelam sozinhos se o problema está na etiqueta, no estado mostrado ou noutro ponto do serviço.

Confere a tua resposta:

  • Distingue confirmação clara de receio após uma confirmação percebida.
  • Conta duas pessoas que referiram incerteza, sem multiplicar P1 por cinco.
  • Conserva os trechos e limita a conclusão à amostra, sem transformar frequência de palavras em análise.
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Uma média abaixo do limite chega?

Antes do estudo, fixa-se o requisito de tempo médio de conclusão inferior a 60 s, para a tarefa e população definidas. A análise usa um intervalo bilateral de 95% para essa média, sob hipóteses adequadas. Os dados são tempos de conclusões corretas; as falhas serão relatadas separadamente.

Compara três resultados possíveis: A tem média 57 s e IC [54;60] s; B tem média 55 s e IC [52;58] s; C tem média 65 s e IC [61;69] s. Que informação dá cada intervalo face ao requisito? A equipa também tem um IC [2;8] s para a poupança da nova versão e quer compará-lo com 60 s. Explica o erro.

Solução

Em A, a média amostral é inferior a 60, mas o intervalo toca o limiar: não fica todo estritamente abaixo. B fica todo abaixo e sustenta uma média inferior ao limiar sob o modelo. C fica todo acima e sustenta que o requisito não é atingido. A decisão formal deve seguir o procedimento definido antes da análise.

O IC [2;8] s estima a diferença entre versões, não o tempo médio de conclusão da nova versão. Poupar tempo não informa sozinho se se passou de 100 para 95 s ou de 58 para 53 s. Precisamos do intervalo do parâmetro a que o requisito se refere.

Um requisito da média não garante que todas as pessoas terminem antes de 60 s. Continua a ser preciso relatar falhas, dispersão e barreiras. Não mudes para um teste unilateral depois de ver A só para obter uma conclusão favorável.

Confere a tua resposta:

  • Distingue o IC da média de conclusão do IC da diferença.
  • Classifica os intervalos por relação com o limiar estrito.
  • Não conclui que todas as pessoas acabam em 60 s nem troca o procedimento depois dos dados.
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