Princípios de segurança e risco
Distinguir ativos, ameaças, vulnerabilidades e controlos; calcular risco com hipóteses explícitas.
Propriedades e ameaças
| Propriedade | Regra |
|---|---|
| Confidencialidade | Só entidades autorizadas conhecem a informação. |
| Integridade | As alterações cumprem a política, incluindo correções autorizadas. |
| Disponibilidade | O serviço continua utilizável quando necessário. Limitar pedidos pode preservá-lo. |
| Autenticidade | A entidade ou mensagem corresponde à origem que afirma ter. |
| Responsabilização | Registos protegidos ligam ações a entidades; uma conta comprometida limita a atribuição à pessoa. |
- Um ativo tem valor; uma ameaça é uma causa potencial de dano; uma vulnerabilidade é a fraqueza que o permite.
- O vetor é o caminho de exploração. Um controlo reduz a probabilidade ou as consequências.
- Zero-day refere-se ao estado de conhecimento/correção da vulnerabilidade; zero-click à ausência de interação da vítima. Não são sinónimos.
- Ataques à cadeia de fornecimento comprometem componentes ou distribuição confiados. Uma assinatura de atualização não prova que o conteúdo era benigno antes de ser assinado.
- Exemplo: notas são o ativo; escrita não autorizada é a ameaça; aceitar qualquer sessão é a fraqueza; o pedido ao endpoint é o vetor. Autorizar a conta sobre aquela pauta, no servidor, atua nessa fraqueza.
Risco e perda esperada
Uma matriz qualitativa pode ordenar prioridades por probabilidade × impacto. As categorias não são probabilidades medidas: pontuação 6 não demonstra o dobro do risco de 3.
Num modelo de um evento anual, com probabilidade anual e perda por ocorrência:
é a perda esperada anual; inclui o custo anual do controlo. Com , euros, euros/ano e , temos e euros/ano. A redução líquida é euros/ano, não uma poupança garantida num ano concreto.
O risco pode ser reduzido, evitado, partilhado ou aceite explicitamente. Cópias ajudam a recuperar perdas; não desfazem divulgação. Revê estimativas quando o cenário muda.
Política e hipóteses
- A política define o permitido; o mecanismo aplica-a.
- O modelo de confiança identifica componentes dos quais dependemos. O modelo de ameaça fixa adversários e capacidades; a fronteira de confiança marca a mudança de autoridade.
- Uma garantia só vale nas hipóteses do modelo. Testar entradas válidas não demonstra segurança contra entradas hostis.
- Privacidade inclui finalidade e metadados. Cifrar conteúdo não esconde necessariamente interlocutores, horários ou localização.