Fundamentos de Segurança Informática
Modelação de ameaças, criptografia, acessos, programação defensiva e segurança Web, com método de atacante.
Fundamentos de Segurança Informática é a cadeira onde deixas de perguntar “funciona?” e passas a perguntar “como é que isto parte?”. Vais aprender a pensar como atacante para depois construíres defesas: modelar ameaças, cifrar e assinar dados, controlar acessos, escrever código que resista a entradas maliciosas e proteger redes e aplicações Web. O trabalho prático corre em máquinas virtuais, com tutoriais e desafios de segurança.
Imagina uma loja em linha, a mesma que vais reencontrar na última página. Três incidentes diferentes mostram as três propriedades que a segurança protege. Se alguém copia a lista de clientes com números de cartão, falha a confidencialidade. Se alguém altera os preços ou o stock, falha a integridade. Se o site cai na véspera da Black Friday, falha a disponibilidade. Cada pilar parte-se de forma diferente e defende-se de forma diferente, e esta distinção organiza a cadeira inteira.
Como está organizado
Começa por Princípios de segurança e gestão de risco, com a tríade confidencialidade, integridade e disponibilidade, e uma matriz de risco resolvida para dois cenários. Depois, Princípios de construção de sistemas seguros redesenha um serviço com permissões a mais, aplicando privilégio mínimo, isolamento e defesa em profundidade.
A seguir vêm os mecanismos. Criptografia simétrica, assimétrica e PKI cifra, assina e verifica uma cadeia de certificados até à raiz, com um exemplo RSA em números pequenos que podes confirmar à mão. Controlo de acessos e fluxos resolve uma tabela de permissões Unix, incluindo um caso que nega acesso por defeito.
A segunda metade é ataque e defesa na prática. Programação defensiva e overflows explora um strcpy vulnerável em C e corrige-o com validação e limites. Segurança de redes e negação de serviço lê um registo de acessos que revela um DoS simples e justifica a contramedida. Segurança Web: sessões e autenticação mostra um XSS refletido e uma injeção SQL mínima, cada um com a sua correção. Fecha com Pensar como atacante: método e projeto, que junta tudo num modelo de ameaças completo e reutilizável.
Como estudar
Estuda com mentalidade de atacante: perante cada mecanismo, pergunta primeiro como o contornarias e só depois como o reforçarias. Refaz cada ataque destas páginas na tua máquina virtual, nunca em sistemas alheios. Atacar sem autorização é crime, mesmo com boas intenções, e os tutoriais da cadeira existem exatamente para teres alvos legítimos.
Mantém um diário de bordo (logbook): para cada experiência, regista o comando, a saída e a conclusão. “Corri X, observei Y, por isso Z” é o formato que os tutoriais avaliados pedem e é também a forma mais rápida de perceberes onde o teu raciocínio falhou. Quando um ataque não funcionar, lê a saída com calma antes de tentar outra coisa: a mensagem de erro indica quase sempre o passo errado.
Avaliação
Segundo a ficha de 2025/26, a avaliação é distribuída e sem exame final: um Teste conta 60 por cento e o Trabalho laboratorial 40 por cento, com a classificação final . Na época normal, , há mínimo de 6 valores em cada teste, e o trabalho laboratorial faz-se em grupo nas aulas práticas, de frequência obrigatória. As regras mudam de ano para ano, por isso confirma sempre a ficha da unidade curricular no SIGARRA e a página da disciplina no Moodle.
Fontes e âmbito
Estas páginas seguem o âmbito da unidade curricular de Fundamentos de Segurança Informática (L.EIC021) do 3.º ano, 1.º semestre da LEIC, ocorrência de 2025/26: princípios de segurança e risco, construção de sistemas seguros, criptografia, controlo de acessos, programação defensiva, segurança de redes e segurança Web. O software de trabalho é o VirtualBox, para correr os ambientes laboratoriais isolados.
Material oficial da FEUP:
- Ficha da unidade curricular de Fundamentos de Segurança Informática, ocorrência de 2025/26, com objetivos, programa, bibliografia e avaliação (consultada em setembro de 2026): SIGARRA.