Leis de Newton e forças

Referenciais, diagramas de corpo livre, contactos, atrito, sistemas ligados e dinâmica circular.

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Um bloco de 2 kg2\ \mathrm{kg} recebe um empurrão horizontal de 5 N5\ \mathrm N. Sem atrito, acelera a 5/2=2,5 m/s25/2=2{,}5\ \mathrm{m/s^2}. Se a superfície conseguir equilibrar o empurrão com atrito estático, pode continuar parado. Precisamos da resultante das forças sobre o bloco para determinar a aceleração.

Escolhe o corpo antes de desenhar as forças. O empurrão que esse corpo exerce noutro pertence a outro diagrama.

Leis de Newton

Num referencial inercial, um corpo com força resultante nula mantém a velocidade: pode estar parado ou mover-se em linha reta a rapidez constante. Compara o chão com um elevador. No chão, um bloco largado cai na vertical. Num elevador a acelerar para cima, o mesmo bloco parece cair mais depressa. O elevador não é inercial durante a aceleração. Um referencial ligado ao chão pode ser tratado como aproximadamente inercial nestes problemas.

O momento linear de uma partícula é p⃗=mv⃗\vec p=m\vec v, em kg m/s\mathrm{kg\,m/s}. Para massa constante, a segunda lei é ∑F⃗=ma⃗\sum\vec F=m\vec a. A massa mede a inércia e a força mede-se em newtons, 1 N=1 kg m/s21\ \mathrm N=1\ \mathrm{kg\,m/s^2}. A equação é vetorial, por isso há uma equação por direção independente. A forma dp⃗/dt=∑F⃗d\vec p/dt=\sum\vec F aplica-se ao sistema material escolhido. Sistemas que recebem ou perdem massa exigem contabilizar o momento transportado.

A terceira lei afirma F⃗A→B=−F⃗B→A\vec F_{A\to B}=-\vec F_{B\to A}. As duas forças atuam em corpos diferentes, por isso não se cancelam no mesmo diagrama. O peso e a normal de um livro não formam um par de ação e reação. A reação ao peso é a força gravítica do livro sobre a Terra; a reação à normal é a força do livro sobre a mesa.

Escolher as forças

Perto da superfície terrestre, o peso é P⃗=mg⃗\vec P=m\vec g, vertical para baixo. A gravitação entre massas pontuais ou esferas simétricas tem módulo GmM/r2GmM/r^2 e é atrativa. rr mede a distância entre centros. g=GM/r2g=GM/r^2 diminui com a distância à Terra.

A normal é perpendicular à superfície de contacto e impede a interpenetração no modelo rígido. A sua intensidade vem das equações, não de uma regra N=mgN=mg. Um fio ideal, sem massa, inextensível e tenso, transmite uma tensão ao longo do fio. Uma roldana ideal, sem massa e sem atrito, mantém a mesma tensão nos dois lados. A roldana com inércia não tem essa propriedade.

Uma mola ideal exerce Fx=−kxF_x=-kx, onde xx é o alongamento com sinal desde o comprimento natural e kk se mede em N/m\mathrm{N/m}. Uma resistência linear ao movimento tem forma F⃗=−bv⃗\vec F=-b\vec v relativamente ao meio. Estes são modelos, válidos apenas no intervalo em que a relação descreve o sistema real.

Atrito estático e cinético

O atrito estático ajusta-se ao valor necessário para impedir o deslizamento relativo, até ao limite

∣fs∣≤μsN.|f_s|\le\mu_sN.

A igualdade vale na iminência de deslizar. O atrito cinético tem módulo aproximado fk=μkNf_k=\mu_kN e opõe-se à velocidade relativa das superfícies. Não se opõe obrigatoriamente à velocidade do centro de massa: numa roda motora pode apontar para a frente.

Um bloco de 2 kg2\ \mathrm{kg} numa mesa, com μs=0,40\mu_s=0{,}40, pode suportar até 0,40×2×9,81=7,848 N0{,}40\times2\times9{,}81=7{,}848\ \mathrm N de força horizontal sem deslizar. Se o empurrão for 5 N5\ \mathrm N, o atrito é 5 N5\ \mathrm N, não 7,848 N7{,}848\ \mathrm N, porque o estático só vale o necessário para equilibrar.

Plano inclinado

Escolhe xx ao longo da rampa, positivo para baixo, e yy perpendicular. Tomamos yy positivo para fora da superfície. Num bloco de massa mm, o peso tem componentes mgsin⁡θmg\sin\theta e −mgcos⁡θ-mg\cos\theta. Sem aceleração perpendicular nem outras forças nessa direção,

N=mgcos⁡θ.N=mg\cos\theta.

Em repouso, o equilíbrio ao longo da rampa exige fs=mgsin⁡θf_s=mg\sin\theta. Como ∣fs∣≤μsN|f_s|\le\mu_s N e N=mgcos⁡θN=mg\cos\theta, o repouso só é possível quando mgsin⁡θ≤μsmgcos⁡θmg\sin\theta\le\mu_s mg\cos\theta, isto é, tan⁡θ≤μs\tan\theta\le\mu_s. Um ângulo maior obriga o bloco a deslizar. Se já desliza para baixo,

a=g(sin⁡θ−μkcos⁡θ).a=g(\sin\theta-\mu_k\cos\theta).

Com m=2 kgm=2\ \mathrm{kg}, θ=30∘\theta=30^\circ, μs=0,40\mu_s=0{,}40 e μk=0,25\mu_k=0{,}25, temos N≈16,99 NN\approx16{,}99\ \mathrm N. O atrito necessário em repouso seria 9,81 N9{,}81\ \mathrm N, mas o máximo estático é 6,80 N6{,}80\ \mathrm N. O bloco parte, por isso passamos ao regime cinético. Durante a descida, fk≈4,25 Nf_k\approx4{,}25\ \mathrm N e a≈2,78 m/s2a\approx2{,}78\ \mathrm{m/s^2}. A massa cancela na aceleração, porque as duas forças são proporcionais a mm.

Na demo, uma massa de 2 kg2\ \mathrm{kg} parte do repouso. Usamos um só coeficiente, μs=μk=μ\mu_s=\mu_k=\mu, para comparar a componente do peso com o atrito disponível. Com μ=0,40\mu=0{,}40, prevê o que muda ao passar de 20∘20^\circ para 30∘30^\circ: o limiar é arctan⁡(0,40)≈21,8∘\arctan(0{,}40)\approx21{,}8^\circ. As setas são esquemáticas; os valores mostram a intensidade efetiva.

30°; μ = 0,4. Desliza para baixo. N = 16,99 N; atrito = 6,8 N; aceleração = 1,51 m/s².Nfmg

O peso mantém-se vertical. A normal e o atrito acompanham a rampa. As setas mostram direções, sem escala de intensidade.

Se o bloco subir a rampa, peso e atrito cinético apontam ambos para baixo. Não reutilizes a equação de descida com o mesmo sinal do atrito, porque o atrito troca de sentido com o deslizamento.

Corpos ligados

Dois corpos de massas m1=2 kgm_1=2\ \mathrm{kg} e m2=3 kgm_2=3\ \mathrm{kg} pendem dos lados de uma roldana ideal. O fio inextensível obriga os dois módulos da aceleração a serem iguais. Marcamos sentidos positivos separados: para cima em m1m_1 e para baixo em m2m_2. Assim, uma só letra aa representa os dois módulos quando o conjunto se move:

T−m1g=m1a,m2g−T=m2a.T-m_1g=m_1a,\qquad m_2g-T=m_2a.

Somando as duas equações, a tensão cancela: (m2−m1)g=(m1+m2)a(m_2-m_1)g=(m_1+m_2)a, logo a=g/5=1,962 m/s2a=g/5=1{,}962\ \mathrm{m/s^2}. Substituindo na primeira equação, T=m1(g+a)=23,544 NT=m_1(g+a)=23{,}544\ \mathrm N. A tensão é maior que o peso do corpo que sobe e menor que o peso do corpo que desce, porque um acelera para cima e o outro para baixo.

Contacto entre dois blocos

Dois blocos encostados movem-se juntos quando empurrados: aí partilham a mesma aceleração, mas as forças sobre cada um são diferentes. Com massas de 22 e 3 kg3\ \mathrm{kg}, sem atrito, uma força de 50 N50\ \mathrm N sobre o primeiro bloco dá a=50/(2+3)=10 m/s2a=50/(2+3)=10\ \mathrm{m/s^2} ao conjunto. Sobre o segundo, a única força horizontal é o contacto, logo C=3a=30 NC=3a=30\ \mathrm N. No primeiro, 50−C=2a50-C=2a confirma o mesmo valor. A força que o bloco 1 exerce no bloco 2 é a reação da força que o bloco 2 exerce no bloco 1, e nenhuma delas se cancela dentro de um só diagrama.

Contacto com atrito num dos blocos

Mantém as massas anteriores, mas coloca atrito apenas sob o segundo bloco. O empurrão FF continua a atuar horizontalmente no primeiro. Em repouso, o primeiro exige C=FC=F e o segundo exige fs=Cf_s=C. O conjunto pode ficar parado se F≤μsm2gF\le\mu_sm_2g. Só o bloco que tem contacto rugoso contribui para este limite.

Quando ambos deslizam para a direita, o atrito é μkm2g\mu_km_2g para a esquerda. Somar as equações elimina a força interna de contacto:

a=F−μkm2gm1+m2.a=\frac{F-\mu_km_2g}{m_1+m_2}.

Isolando o segundo bloco, C−μkm2g=m2aC-\mu_km_2g=m_2a, logo

C=m2a+μkm2g.C=m_2a+\mu_km_2g.

A força de contacto não é apenas m2am_2a: tem também de vencer o atrito desse bloco. Uma aceleração negativa pode descrever corpos que ainda deslizam para a direita e abrandam. Nesse caso, confirma também C≥0C\ge0, porque os blocos encostados podem empurrar-se, mas não puxar-se. Se a conta exigir C<0C<0, perde-se o contacto e é preciso resolver cada movimento separadamente.

Aceleração centrípeta

Para um movimento circular,

∑Fpara o centro=mv2R.\sum F_{\text{para o centro}}=m\frac{v^2}{R}.

Segue três passos. Primeiro pergunta que força radial pode existir. Depois calcula o valor máximo dessa força. Só no fim impõe a igualdade com mv2/Rmv^2/R. Num carro numa curva horizontal sem inclinação, o atrito fornece essa resultante. Como N=mgN=mg, o limite sem derrapar é vmax=μsgRv_{\mathrm{max}}=\sqrt{\mu_sgR}. Para R=50 mR=50\ \mathrm m e μs=0,40\mu_s=0{,}40, vmax=196,2≈14,01 m/sv_{\mathrm{max}}=\sqrt{196{,}2}\approx14{,}01\ \mathrm{m/s}, cerca de 50,4 km/h50{,}4\ \mathrm{km/h}.

No topo de uma volta vertical pelo interior de uma pista, peso e normal apontam para o centro, portanto mg+N=mv2/Rmg+N=mv^2/R. O contacto exige N≥0N\ge0, logo v2≥gRv^2\ge gR. Este limite será usado no problema de energia, porque a energia decide se chegas ao topo com essa rapidez.

Fundo de uma calote

No fundo de uma calote hemisférica, a normal aponta para cima e o peso para baixo, logo N−mg=mv2/rN-mg=mv^2/r. Depois de uma descida sem atrito desde altura rr, o balanço de energia dá v2=2grv^2=2gr e a normal é N=mg+mv2/r=3mgN=mg+mv^2/r=3mg: maior que o peso, porque curva a trajetória para cima. A rapidez aqui vem da energia, tal como no topo da volta; a dinâmica só decide a força de contacto para essa rapidez.

Referenciais acelerados

Num referencial que translada com aceleração a⃗ref\vec a_\mathrm{ref}, sem rodar, podemos escrever ma⃗′=∑F⃗−ma⃗refm\vec a'=\sum\vec F-m\vec a_\mathrm{ref}. O termo −ma⃗ref-m\vec a_\mathrm{ref} é uma força de inércia; não corresponde a uma interação com outro corpo.

Num elevador a acelerar para cima a 2 m/s22\ \mathrm{m/s^2}, a equação inercial é N−mg=maN-mg=ma, logo uma pessoa de 60 kg60\ \mathrm{kg} lê N=708,6 NN=708{,}6\ \mathrm N numa balança de força. No referencial do elevador a pessoa está parada, mas é preciso acrescentar a força de inércia para baixo. Em queda livre, a=−ga=-g e N=0N=0, sem que a gravitação desapareça.

Ver referencial em rotação

Um referencial em rotação tem ainda termos centrífugo e de Coriolis. Para velocidade angular constante, são −mΩ⃗×(Ω⃗×r⃗)-m\vec\Omega\times(\vec\Omega\times\vec r) e −2mΩ⃗×v⃗′-2m\vec\Omega\times\vec v'. O segundo só aparece quando há movimento relativo ao referencial. Para resolver uma trajetória circular, costuma ser mais simples escolher primeiro o referencial inercial.

Equilíbrio

Uma partícula em equilíbrio exige ∑F⃗=0\sum\vec F=0. Duas cordas simétricas, cada uma a 30∘30^\circ acima da horizontal, seguram uma massa de 10 kg10\ \mathrm{kg}. As componentes horizontais anulam-se e 2Tsin⁡30∘=mg2T\sin30^\circ=mg, logo T=98,1 NT=98{,}1\ \mathrm N. O ângulo é medido da horizontal, por isso a componente vertical usa seno.

Para um corpo extenso também é necessário anular o torque. Esse equilíbrio é tratado na rotação.

Exercícios

Atrito que se ajusta

Um bloco de 3 kg está em repouso numa mesa. μ_s = 0,30 e uma força horizontal de 6 N tenta movê-lo. Usa g = 9,81 m/s². Qual o módulo do atrito, em newtons?

Pista

Verifica primeiro se o atrito máximo consegue equilibrar o empurrão.

Mais uma pista

N = 3 × 9,81. Compara 6 N com 0,30N.

Solução

O máximo é 8,829 N, maior que 6 N. O bloco pode ficar parado e o atrito tem módulo 6 N no sentido oposto ao empurrão, porque o estático ajusta-se ao necessário.

Erros frequentes

Usar μ_sN como o valor do atrito em todos os estados de repouso.

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Dois corpos ligados

Massas de 3 kg e 5 kg pendem de uma roldana ideal. Qual o módulo da aceleração, em m/s²? Usa g = 9,81 m/s².

Pista

Escreve uma equação para cada massa com sentidos compatíveis.

Mais uma pista

Marca os positivos separados e soma as equações para eliminar T: (5 − 3)g = (5 + 3)a.

Solução

a = 2 × 9,81/8 = 2,4525 m/s². A massa de 5 kg desce. A tensão é 3(9,81 + a) = 36,7875 N.

Erros frequentes

Atribuir acelerações independentes a um fio ideal ou tomar T igual a um dos pesos.

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Balança num elevador

Uma pessoa de 60 kg60\ \mathrm{kg} está parada relativamente à cabina de um elevador que acelera para cima a 2 m/s22\ \mathrm{m/s^2}. Usa g=10 m/s2g=10\ \mathrm{m/s^2} e o referencial do edifício.

  1. Calcula a normal exercida pela balança sobre a pessoa.
  2. Identifica o corpo onde atua a reação ao peso e o corpo onde atua a reação à normal.
  3. Explica por que peso e normal não são um par da terceira lei.

Pista
Usa a aceleração da pessoa no referencial escolhido, não a sua velocidade relativa à cabina.
Solução

Com o eixo positivo para cima, N−mg=maN-mg=ma. Assim, N=60(10+2)=720 NN=60(10+2)=720\ \mathrm N. O peso vale 600 N600\ \mathrm N; a resultante de 120 N120\ \mathrm N acelera a pessoa para cima.

A reação ao peso é a força gravítica da pessoa sobre a Terra. A reação à normal é a força da pessoa sobre a balança. Peso e normal atuam ambos na pessoa, portanto não formam um par de ação e reação. Estar parada na cabina não implica aceleração nula relativamente ao edifício.

Confere a tua resposta:

  • Calculo N = 720 N pela segunda lei.
  • Identifico as reações ao peso e à normal em corpos diferentes.
  • Explico por que N e peso não se anulam neste caso.
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Orientar o atrito durante a subida
Um bloco já desliza para cima numa rampa a 30°. μ_k = 1/(2√3) e g = 10 m/s². Não há outras forças além de peso, normal e atrito. Escolhe o eixo ao longo da rampa, positivo para baixo. Qual a componente da aceleração enquanto sobe?

Pista
O atrito opõe-se ao deslizamento relativo. Durante a subida aponta para baixo.
Mais uma pista
Usa a = g(sin 30° + μ_k cos 30°), com cos 30° = √3/2.
Solução
a = 10(1/2 + 1/4) = +7,5 m/s². A velocidade é negativa nesse eixo e a aceleração positiva, por isso a rapidez diminui. Na paragem é preciso voltar a analisar o regime de atrito.

Erros frequentes

Reutilizar a equação da descida, subtraindo atrito, ou concluir que aceleração positiva implica aumento da rapidez.
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Força entre blocos
Dois blocos encostados, de 2 kg e 3 kg, são empurrados sem atrito por uma força de 50 N sobre o primeiro. Qual o módulo da força de contacto entre eles?

Pista
Calcula primeiro a aceleração do conjunto.
Mais uma pista
a = 50/5 = 10 m/s². Isola depois o segundo bloco.
Solução
A aceleração comum é 50/5 = 10 m/s². Sobre o segundo bloco, só o contacto acelera: F = 3 × 10 = 30 N.

Erros frequentes

Cancelar o par ação-reação dentro do mesmo diagrama.
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Curva sem derrapar
Um carro faz uma curva horizontal de R = 50 m com μ_s = 0,40. Usa g = 9,81 m/s². Qual a rapidez máxima sem derrapar?

Pista
Pergunta primeiro que força radial existe.
Mais uma pista
O atrito máximo é μ_s mg. Iguala a mv²/R.
Solução
v_max = √(μ_s g R) = √196,2 ≈ 14,01 m/s.

Erros frequentes

Adicionar uma força centrípeta extra ao diagrama.
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Empurrar dois blocos, travar apenas um

Dois blocos encostados têm massas m1=2 kgm_1=2\ \mathrm{kg} e m2=3 kgm_2=3\ \mathrm{kg}. Uma força horizontal FF empurra o primeiro contra o segundo. Só o segundo tem atrito com a mesa: μs=0,50\mu_s=0{,}50 e μk=0,30\mu_k=0{,}30. Usa g=10 m/s2g=10\ \mathrm{m/s^2}.

  1. Qual o maior FF compatível com ambos em repouso?
  2. Com F=24 NF=24\ \mathrm N, partindo do repouso, calcula a aceleração e a força de contacto.
  3. Com F=12 NF=12\ \mathrm N, também partindo do repouso, calcula o contacto e o atrito.

Pista
Resolve primeiro o repouso. Depois usa o conjunto para a aceleração e isola um bloco para o contacto.
Solução

A normal do segundo bloco é N2=m2g=30 NN_2=m_2g=30\ \mathrm N. O atrito estático máximo é 15 N15\ \mathrm N. No repouso, o primeiro exige C=FC=F e o segundo fs=Cf_s=C, por isso F≤15 NF\le15\ \mathrm N.

Com 24 N24\ \mathrm N, o limite é excedido. O atrito cinético vale 9 N9\ \mathrm N e a aceleração comum é (24−9)/(2+3)=3 m/s2(24-9)/(2+3)=3\ \mathrm{m/s^2}. No segundo bloco, C−9=3×3C-9=3\times3, logo C=18 NC=18\ \mathrm N. No primeiro, 24−18=2×324-18=2\times3 confirma o resultado.

Com 12 N12\ \mathrm N, ambos podem ficar parados. O contacto e o atrito têm módulos 12 N12\ \mathrm N. Não se usa μkN2\mu_kN_2 porque não há deslizamento, nem μsN2\mu_sN_2 como valor efetivo porque o limiar ainda não foi atingido.

Confere a tua resposta:

  • Obtenho o limiar de 15 N usando apenas a normal do segundo bloco.
  • Para F = 24 N, calculo a = 3 m/s² e contacto de 18 N.
  • Para F = 12 N e repouso inicial, obtenho contacto e atrito de 12 N.
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