Investigação de utilizadores
Planear entrevistas e questionários, recrutar, tratar dados e sintetizar necessidades.
Métodos e evidência
| Pergunta | Método |
|---|---|
| Que motivos explicam a última reserva? | Entrevista |
| Onde se interrompe a atividade real? | Observação contextual |
| Quantos respondentes usam cada canal? | Questionário |
Atitudinal/comportamental e qualitativo/quantitativo são eixos independentes:
| Evidência | Qualitativa | Quantitativa |
|---|---|---|
| Atitudinal | Relato de receio | Respostas ao SUS |
| Comportamental | Descrição de uma pausa | Tempo e sucesso |
- Shadowing acompanha uma pessoa nas atividades. Etnografia procura práticas e significados de um grupo com envolvimento prolongado; uma observação breve não basta.
Recrutamento e protocolo
- Define pergunta, atividades e perfis, incluindo quem a amostra de amigos omite.
- Pergunta por episódios concretos: “Conta a última tentativa de reserva”.
- Aprofunda só o que foi relatado; procura exceções e variações.
- Piloto com duas ou três pessoas fora do estudo: testa procedimento, não hipótese.
- Evita pergunta dupla, termo interno, concordância sugerida e solução antecipada.
- Verifica tentativa e dificuldade antes de perguntar por elas; quem nunca tentou precisa de outro ramo.
| Parte | Para quê |
|---|---|
| Perfil | Quem responde e como usa o serviço |
| Situação atual | Tarefas, frequência e dificuldades |
| Exploração | O que tentou quando falhou e que alternativas usou |
Vinte respostas são ponto de partida prático na cadeira, não garantia estatística.
Consentimento e dados
Explica finalidade, duração, riscos, registos, acesso, conservação e direito de parar sem penalização. Obtém consentimento antes da participação e gravação; recolhe só o necessário. Usar P1 é pseudonimização se ainda for possível identificar a pessoa. Consentimento não dispensa proteção e recrutamento justo.
Síntese por afinidades
- Regista observações, agrupa semelhanças e só depois interpreta necessidades. Conserva ligação às notas e casos contraditórios.
- Se alguém volta ao chat para combinar materiais, esse retorno não prova falha de confirmação.
- Distingue ação observada, relato e interpretação. Frequência de menções não mede automaticamente prevalência; uma barreira rara pode ser crítica.