Avaliação de usabilidade
Escolher inspeção, walkthrough ou teste de tarefas; medir sucesso e interpretar falhas.
Que pergunta, que método
A formativa melhora o desenho; a sumativa confronta resultados com objetivos. O mesmo método pode servir ambos os fins.
| Pergunta | Método | Limite |
|---|---|---|
| Que princípios falha? | Heurística com avaliadores | Não observa uso real |
| Novo utilizador descobre os passos? | Walkthrough com perfil e percurso | Prevê, não observa |
| Pessoas conseguem a tarefa? | Teste com utilizadores representativos | Amostra e contexto delimitam conclusões |
| Como funciona no contexto? | Estudo de campo | Menor controlo de variáveis |
| Quanto tempo prevê um percurso conhecido? | Modelo como KLM | Não demonstra descoberta nem satisfação |
Inspeção em cinco campos
Regista localização, comportamento, princípio, consequência e gravidade. “Continuar cobra sem mostrar preço” é correspondência e prevenção com consequência financeira.
- Escala possível de 0 a 4, de não-problema a catastrófico. Frequência, impacto e persistência informam, sem multiplicação automática.
- Avaliadores independentes encontram problemas diferentes. Nenhum número garante cobertura total.
Walkthrough em quatro perguntas
Em cada passo, com perfil e sequência definidos:
- Tentará o resultado necessário?
- Reparará na ação disponível?
- Associará a ação ao resultado?
- Perceberá progresso depois de agir?
Ver “Rever reserva” e lê-lo como confirmação falha a terceira, não a segunda.
Teste sem misturar medidas
- Define tarefa verificável, sucesso, ajuda permitida, limite, equipamento e registo. Pede o resultado sem ensinar cliques.
- Think aloud com instrução neutra revela raciocínio, mas altera tempos.
- Ajuda para explorar etapas posteriores não converte falha em sucesso sem ajuda.
Com 42, 50, 48 e 55 s concluídos e 180 s de falha ao limite: sucesso sem ajuda 4/5 na amostra, média de conclusão 48,75 s. Os 180 s não entram na média.
Cinco: expectativa, não garantia
Modelo com descobertas independentes e constante. Com estimado, cinco dão cerca de 85% de problemas esperados. O denominador são problemas, não pessoas.
- Só vale para utilizadores comparáveis com usos semelhantes. Grupos distintos pedem participantes por grupo.
- Grupos de cinco variaram entre 55% e quase 100% numa simulação; sistemas com baixo ficaram pelos 35%.
- Usa cinco para parar, corrigir e voltar a testar. Três rondas de cinco com redesenho valem mais do que um estudo único de quinze. Medir taxas na população exige outra dimensão.