Máquinas de Turing e decidibilidade
Transições e configurações, programação da fita, máquinas equivalentes, reconhecimento, decisão e problema da paragem.
Máquina de Turing
Estados finitos, fita ilimitada nos dois sentidos, cabeça que lê e escreve. , branco .
Escreve , muda para e move a cabeça uma célula. A convenção usa finais sem saídas: parar num final aceita e parar fora de final rejeita; uma transição indefinida faz a máquina parar. Uma configuração coloca o estado imediatamente antes da célula sob a cabeça. Quando , então . Quando o movimento é com , então .
Programar a fita
- Para : marca um com e o correspondente com , regressa ao e repete; no fim confirma que só restam . Cada ronda reduz os ativos, por isso a prova inclui a terminação.
- Para palíndromos: compara e risca os extremos; um centro isolado aceita sem procurar par.
- Para várias contagens: usa marcadores distintos por bloco e verifica primeiro o formato dos blocos.
- Para incrementar um binário: vai até ao fim e propaga o transporte à esquerda (; no primeiro , escreve e termina; no branco à esquerda, escreve ).
- Num cálculo, indica sempre a região do resultado e a posição final da cabeça, não só a linguagem aceite.
Estado q0. Cabeça na posição 0. Passos: 0.
Próxima transição: δ(q0, a) = (q1, X, R).
Editar estados e transições
Pronta para executar.
Fita bilateral; B representa branco.
Modelo e limites
A máquina é determinística. Finais aceitam e não têm saídas; sem transição, rejeita. Até 16 estados, 128 transições e 128 símbolos de entrada. A execução para aos 2000 passos ou ao tentar sair das posições −256 a 256, com resultado inconclusivo. A janela mostra 9 células e acompanha a cabeça. As edições ficam nesta visita.
Limite do simulador é inconclusivo: não prova que a máquina nunca pararia.
Modelos equivalentes
Várias fitas, fita unilateral, duas pilhas e TM não determinística: mesmo poder de reconhecimento, custos diferentes. Não determinismo simula-se por níveis, sem prender num ramo infinito. Tese de Church-Turing: procedimento efetivo equivale a TM; é tese, não teorema.
Reconhecimento e decisão
| Máquina para | Em | Em |
|---|---|---|
| Reconhecedor | Termina e aceita | Rejeita ou corre para sempre |
| Decisor | Termina e aceita | Termina e rejeita |
Se é decidível, então é reconhecível; a recíproca falha. Se e são reconhecíveis, então é decidível: simula os dois reconhecedores alternando um passo de cada, pois um deles acabará por aceitar.
(aceita?) e (para?): reconhecíveis e indecidíveis. Máquina universal simula .
Diagonalização e reduções
Sem decisor de paragem: se decidisse , a máquina consultaria sobre e faria o contrário explícito: se disser que para, entra em ciclo infinito; se disser que não para, termina. Com a própria codificação, contradiz qualquer resposta de .
- Redução : total computável com . Para indecidível, reduz indecidível a .
- : ignora a entrada, simula em , aceita se parar. para em sse .
- Com um limite fixo de passos, continua decidível perguntar se alguma entrada, ou se todas as entradas, fazem uma TM determinística ultrapassar passos. Nos primeiros movimentos, a cabeça não alcança além da posição , por isso basta enumerar palavras até esse comprimento e simular cada representante. Este argumento usa o limite fixo e não decide a paragem sem limite.
Provas e construções completas.
Compactar um resultado
Para remover todos os de uma entrada sobre e juntar os num bloco contínuo desde a primeira célula: cada ronda completa desloca um para a primeira posição livre do prefixo; apagar um durante o regresso impediria a escrita, por isso só a ronda completa conserva a quantidade de . As varreduras percorrem uma região finita e a limpeza final apaga os restantes. A máquina começa no estado na primeira célula e termina no final com a cabeça na célula 0; a tabela completa de cinco estados de trabalho está na lição.